Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: quinta-feira, 18 de abril de 2019

PERDOAR

PERDOAR
18/04/2019

A propósito da semana chamada Santa, deixo aos amigos algumas reflexões sobre o ato do perdão. Não retirei de nenhum Manual do Perdão, mas são verdades que eu tenho comprovado na minha vida pessoal, tanto ao perdoar quanto ao ser perdoado.

. Perdoar não significa que uma ferida não existiu. Perdoar significa que ela cicatrizou, e embora deixando marcas, ela não nos incomoda mais. Aliás, é bom que as marcas fiquem, pois são lições para a vida toda. Até mesmo Jesus carregará eternamente nas mãos as marcas de Suas feridas.

. Perdoar não é esquecer. Se temos nossas faculdades mentais funcionando normalmente, é claro que iremos lembrar. O esquecimento associado ao perdão é de outra natureza, é emocional. Ou seja, as lembranças ruins estarão envoltas pelo perdão dado, e não nos incomodarão mais, nem tirarão a nossa paz.

. Perdoar não é um sentimento mágico que tome conta de nós, que nos faça dormir sem disposição para o perdão e depois nos faça acordar com um coração milagrosamente perdoador. Perdoar é uma escolha, uma decisão, uma determinação consciente da nossa vontade. Nós escolhemos perdoar.

. A vingança é para os fracos. O perdão é para os fortes. No perdão é necessário que haja dois fortes: um suficientemente forte para pedir perdão, e outro suficientemente forte para perdoar.

. O perdão não impõe condicoes, nem exige reciprocidade. O perdão verdadeiro é livre, espontâneo, incondicional. Perdoa-se e pronto! Se o perdoado vai aceitar o perdão e auferir os benefícios do mesmo essa é uma outra história.

. Perdoar não é justificar o ato falho, o erro, a transgressão. Esses continuarão sendo falhas, pecados, erros. O perdão não é dado aos atos falhos, mas a quem os praticou.

. Não tenho a menor ilusão de que perdoar seja algo simples e tranquilo. Não, não é. Ele não é apenas essa coisa doce e maravilhosa pra quem é perdoado, que se costuma cantar e pregar em prosa e verso. Ele tem um lado amargo, que precisa ser considerado e compreendido.

. O lado amargo do perdão é uma dor implícita: a dor de quem perdoa. Foi a dor do próprio Deus. É o ônus do perdão, o seu preço. Mas é uma dor abençoada, ao final traz alivio, tira um peso insuportável das costas de quem concedeu o perdão.

. E, finalmente: não é fácil perdoar, pois o ser humano, em seu estado natural, não é perdoador. Desde Abel, o sangue humano clama por justiça ou até vingança (Gen.4:10-12). Mas, o sangue de Cristo, ao contrário, clama por perdão (Luc.23:34). Assim, precisamos dEle para perdoar, pois sem Ele, nada poderemos fazer (João 15:5).

FELIZ PÁSCOA!!!

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 18/Abril/2019.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.