Postado em: sexta-feira, 7 de setembro de 2018

JAIR BOLSONARO

EU E JAIR BOLSONARO

07/09/2018

Antes de mais nada, quero deixar bem claro: estou escrevendo para mim e para minha família, a partir de conversas caseiras com minha mulher e filhas. Mas, se alguém vir algum valor nesse texto, e quiser fazer uso dessa pequena reflexão, sinta-se à vontade.

Intransigência, violência e até mesmo uma certa maldade surpreendente e insuspeitada: vêm sendo essas as respostas mais comuns e frequentes, ao infeliz atentado desta 5a.feira contra o candidato Jair Bolsonaro. Palavras, imprecações e termos semelhantes, e até mais fortes do que os que este candidato costuma utilizar. Vejo isso na quase totalidade das reações, postagens e comentários nas Redes Sociais, vindos de cristãos que somos e que dizemos nos posicionar ao centro, à direita e à esquerda do atual espectro político do Brasil, enquanto professamos, ao mesmo tempo, estar ao lado de Cristo Jesus e Sua verdade salvadora.

Fico pensando aqui, como igreja: Estou mais para ser um Valdense ou um Macabeu? O caráter dos 144.000 ainda é pra mim um paradigma a balizar minha caminhada espiritual? Estou me preparando para um tempo de angústia "qual nunca houve, desde que houve nação", ou ainda espero, de alguma forma, que sejam implantados nessa terra governos justos, nobres, tementes a Deus e seguidores de Seus caminhos? Ou, quem sabe, talvez eu esteja, na verdade, sendo órfão de uma espécie de sionismo não bíblico.

Será que tenho alguma ilusão de que algo possa acontecer ao meu país ou a esse mundo, que Deus não queira, ou, pelo menos, não permita? Será que os princípios bíblicos de amor ao próximo e, mais ainda, ao inimigo, com os quais Cristo subverteu tudo que se conhecia até então, só valem para as coisas espirituais, e não para as coisas seculares e para minha vida comum?

Como cristão, sinto, muitas vezes, uma enorme distância entre o meu discurso e minha prática, entre o que eu quero e busco hoje e o que eu proclamo e espero para dentro em breve.

Meu desejo, nesta data magna da pátria brasileira, é que Deus me liberte de mim mesmo, escravo que sou das minhas idiossincrasias e virulência interiores, das minhas maldades pessoais, do meu desamor e mesmo ódio, os quais se manifestam tão claramente quando sou confrontado com as coisas que eu quero ou não, e com aquilo que o mundo e a sociedade em que vivo me oferecem e me apresentam.

E que eu saiba trabalhar, de modo aceitável a Deus, meus anseios quanto ao Reino da Glória, enquanto ainda vivo aqui no Reino da Graça, graça essa, como dizia Paulo, manifesta de forma "salvadora a todos os homens" (Tito 2:11). Que toda a libertação que busco e desejo, seja do pecado, que me assedia, para que o mesmo não mais reine na minha vida (Rom.6:12).

Com desejos de pronto restabelecimento ao candidato Bolsonaro, bem como de mudança interior e discernimento para mim e para os meus queridos, pela segunda vez neste 7 de Setembro, quero gritar, alto e bom som, com toda a força dos meus envelhecidos pulmões:

INDEPENDÊNCIA E VIDAAA! MARANATAAA!

Mário Jorge Lima./

São Paulo, 07/Setembro/2018.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 07/Setembro/2018.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

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