Postado em: sábado, 24 de fevereiro de 2018

Reflexões Sobre a Graça - 45 - AVISO AOS NAVEGANTES DA GRAÇA!

AVISO AOS NAVEGANTES DA GRAÇA!
24/02/2018

A Graça não é uma licença emancipadora, que permite ao pecador, ao recebê-la, continuar deixando o pecado reinar na sua vida, para que, assim, essa Graça aumente (Rom.6:1-2). Embora possa parecer infantil raciocinar dessa forma, e chegamos até a pensar que Paulo "choveu no molhado" ao dizer isso no texto referenciado acima, no entanto, o apóstolo sabia o que estava dizendo, pois é assim que agimos, às vezes até de modo inconsciente.

Receber o dom do Perdão e da Justificação, ou seja, a Graça salvadora, mas, continuar a ignorar os reclamos divinos, equivale a comprar e tomar um remédio para uma doença muito séria, porém, continuar ignorando e desprezando, regularmente, saudáveis hábitos de vida. A doença não irá embora, ficará recorrente na vida do doente e a se espalhar, até matá-lo.

Assim, navegantes do barco da Graça, não nos iludamos, a Graça salvadora é também necessariamente transformadora e capacitadora. Deus não terá por inocente o culpado de transgredir conscientemente a Sua vontade. A Graça não implica nisso, não é isso. O papel da Graça foi aceitar que alguém, tremendamente culpado, impuro e pecador, não importa em que nível, pudesse ser substituído por Alguém completamente inocente, puro e santo.

A Graça é libertadora, mas não é libertária. Quando o pecador entende todo esse processo, recebe o perdão da cruz, é salvo da condenação do pecado, e a mesma Graça que o salvou concede-lhe poder do alto para viver vida nova, santificadora.

Pregar, cantar, ensinar diferente disso até poderá nos garantir sorrisos satisfeitos, altas audiências e eufóricos aplausos, mas, estará longe do verdadeiro chamado do Evangelho, que é para tomar cada um a sua própria cruz, seguir um Crucificado, submetendo-se voluntaria e diariamente à Sua vontade, que é santa, justa e boa.

Mas, que o pecador saiba que, ainda assim, estará muito longe de qualquer merecimento, e que não são suas práticas e comportamento reto, que Deus aceita no lugar do seu fracasso, mas, sim, a Justiça do Crucificado.

Que saiba também que sua justiça e sua pobre obediência, embora requeridas por Deus, são trapo de imundícia, e só são aceitas por Ele à sombra da justiça e obediência perfeitas do Crucificado, que lhe foram atribuídas quando o pecador foi justificado pela fé.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 24/Fevereiro/2018.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça mediante a fé] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

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