Postado em: sexta-feira, 15 de julho de 2016

Pérolas Esparsas - 24 - ESCOLHI ACREDITAR

ESCOLHI ACREDITAR

15/07/2016 Estou em Tocantinópolis-TO, lá no topete do antigo Estado de Goiás, hoje Tocantins. Falo desde 4ª.feira sobre a graça para pessoas simples, muitas bem humildes, de algumas congregações ASD, e no Sábado à noite falarei em uma aldeia de mais de 70 índios.

Hoje acordei reflexivo, vendo as notícias sobre mais um atentado, na França, coisa que parece não ter fim. Penso na vida que todos vivemos, no mundo que herdamos e no que estamos deixando para filhos e netos. É assustador!

Não quero e nem conseguiria descrever, numa longa e quase interminável lista, todas as mazelas da vida nesse planeta, Nem é preciso, basta abrir os olhos e ver. Mas, há pelo menos três situações ou circunstâncias da vida que fortalecem a minha crença de que estamos no limiar de um novo tempo, de que há algo de real impacto para acontecer, e que não há condições pra que demore muito mais.

Um dos fatos é esse terrorismo suicida, que se alastra e se torna a cada dia mais banal, contra o qual não há barreiras ou defesas possíveis. No passado os terroristas queriam matar, mas, não queriam morrer. Hoje, ao contrário, eles querem e fazem questão de morrer e levar com eles o maior número possível de pessoas, inocentes ou não.

Outro fato é a maior e mais terrível onda de doenças emocionais de que se tem notícia, pelas quais o ser humano está sendo atacado e tomado. Nunca o mundo padeceu tanto dessa terrível pandemia, que domina, escraviza, humilha e destrói a alma humana, atingindo, indistintamente, velhos, adultos, jovens, e, pasmem, até mesmo adolescentes e crianças. Coisas como síndrome do pânico, depressão, esquizofrenia e dezenas de outras doenças, atingem em cheio as pessoas, independentemente de suas condições econômicas ou sociais, fazendo-as implodir.

E um terceiro fator é a mais completa inversão e desprezo por valores morais e espirituais que já presenciamos, e que torna difícil, pra não dizer impossível, até mesmo formar uma opinião e ter posições e convicções. Como dosar, e ver na medida certa, preconceito versus respeito, ou discriminação versus amor? Não está fácil a vida humana. Aguentar outros seis mil anos, ou mesmo mais algumas décadas apenas? Complicado e dá pra achar que é inviável.

Como cristão, há vários anos eu fiz uma opção. Escolhi acreditar. Foi consciente e pensada. Não foi porque fui criado nesta ou naquela religião. Mas, entendo que, se tivesse nascido no centro do Iraque, Libia, Síria ou Afeganistão, ou nos EUA, na África negra ou no norte da Europa, eu seria outra pessoa, provavelmente com outras crenças e motivações. Quando penso nisso, eu inclino a cabeça humildemente, procuro me livrar de preconceitos, reconheço que faço parte de uma tribo global, e declaro minha total dependência de algo muito maior que eu.

Assim, como já disse, escolhi acreditar nesse Ser superior, que eu chamo de Deus. Com essa escolha, muitas coisas aconteceram ao longo do meu mais de meio século de vida pensante, e que se não constituem provas matemáticas ou laboratoriais de que Ele existe, no entanto, para mim têm sido evidências suficientes para fortalecer minha fé nEle.

E ao crer nEle, adquiri convicções, que, no entanto, não me permitem julgar nem condenar quem é diferente de mim, quem come, veste, pensa e acredita de forma distinta. Tenho em mente que Ele, esse Deus no qual eu creio, por algum propósito próprio, fez com que eu existisse, nesse tempo, nesse lugar, e é aqui que eu então procuro atuar, viver, acontecer, ter família, e praticar serviço de amor ao próximo. Sabendo que nada disso me garante sobrevida ou vida eterna, mas apenas me faz viver melhor e ter vida relevante. O resto? Não me pertence, apenas vivo segundo o que creio.

Desejo a você que me lê, tenha você qualquer tipo de crença ou não-crença, que procure ser relevante, no mínimo, por amor ao próximo, a quem você vê. Porque se não for assim, como amar e acreditar em quem você não vê?

Mário Jorge Lima./ /
São Paulo, 15/Julho/2016.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 15/Julho/2016.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

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