Postado em: sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Pérolas Esparsas - 21 - RELEMBRANÇAS

RELEMBRANÇAS
15/01/2016

Estou aqui fazendo algumas reflexões, lendo, ouvindo um pouco de música, tendo entrado nas horas do Sábado, e eis que vem à minha mente uma cena da infância, pinçada dentre as muitas que a minha já cansada memória ainda guarda prazerosamente. E eu me delicio gostosamente, saboreando cada reminiscência.

Vejo-me numa tarde de Sábado, após o culto divino da manhã, lá na Igreja Adventista Movimento de Reforma, à qual pertencia com minha família, em Cascadura, no Rio de Janeiro. Ainda me lembro do endereço: Rua Barbosa, 230. Tinha eu em torno de 8 a 9 anos, e lá se vai mais de meio século. Há dois anos estive lá, tarde dessas, levado pelo coração saudoso, pedi ao zelador para entrar no terreno e na igreja, e parece que o tempo ali parou. Pouquíssima coisa mudou naquele cenário de tão doces lembranças pra mim. Quantas peraltices, quantas repreensões e castigos, quantos joelhos ralados e pés sujos!

Mas, eu falava das tardes de Sábado, em que, após o almoço, sempre na igreja – levávamos todos a própria comida – conversávamos e estudávamos a Bíblia debaixo de duas frondosas mangueiras que havia no terreno ao lado do templo – essas não existem mais – e, não raro, cantávamos. Lembro-me de meus pais cantando ali conosco, minha irmã ainda um bebê. Esses hinos, que aprendi a amar, até hoje ecoam em meus ouvidos, e bastam algumas poucas notas de qualquer deles, para que minha imaginação me transporte a esse saudoso passado perdido no tempo.

Foi lá que eu me encantei com um antigo harmônio de pedal e foles, que eu sonhava poder tocar um dia, para acompanhar aquelas belas canções da fé. E entre os muitos queridos e inspirados hinos, lembrei-me agora de um, lindo, que acaba de me trazer lágrimas teimosas. Chamava-se “Há Um País de Eterna Luz”. Apreciava particularmente uma frase dele, que foi modificada na letra atual, e que dizia: “Oh, quem me dera remover a minha imperfeição!”.

Esse é um anseio legítimo de todos os crentes salvos pela graça: nela crescermos, e, apesar de não atingirmos esse ponto antes que Jesus volte, não descansarmos, mas corrermos para o alvo, para o prêmio da soberana vocação em Cristo, para obtermos, lá então, a perfeição completa nEle, e sermos semelhantes a Ele.

Meus pais já se foram ao descanso, e eu estou indo. Vou com toda a minha imperfeição, mas, com o desejo cada vez mais firme, de poder ver o Rei em Sua glória, se possível, sem passar pela morte. No entanto, se tiver que passar, tenho certeza de que me erguerei ao som da trombeta de Deus. Não tomem isso como arrogância espiritual, mas, sim, como certeza da salvação, coisa que nunca tive até que o aprofundamento no estudo da graça de Deus me assegurou disto. Essa é a minha bem-aventurada esperança, e é por ela que vivo e quero viver. Cada vez mais quero muito tudo isso.

Cliquem no link abaixo e ouçam esse belo hino. É o 548 do Hinário Adventista, num andamento mais rápido do que eu gostaria que fosse, mas, ainda assim, capaz de me trazer conforto e paz. Consigo imaginar-me subindo o monte com Moisés para dali contemplar a bela Canaã de Deus.

Com essa música, desejo a todos os meus amigos, crentes em Cristo ou não, um FELIZ SÁBADO! SHABAT SHALOM!

Mário Jorge Lima./ /
São Paulo, 15/Janeiro/2016.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 15/Janeiro/2016.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

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