Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: domingo, 31 de janeiro de 2016

Pérolas Esparsas - 22 - PRÁTICAS DA SERPENTE

PRÁTICAS DA SERPENTE
01/02/2016

Hoje cedo, nas minhas reflexões matinais, fixei minha mente em um texto bíblico (citado abaixo) sobre as nossas palavras. Sempre tive uma grande preocupação em relação a isso, porque quando jovem eu falava demais, ou seja, falava mais do que devia e de forma como não devia. E quem age assim, normalmente, fala impropriedades e fere as pessoas.

Com presença nas redes sociais, já há vários anos, tenho identificado, nos debates a que assisto, pelo menos quatro táticas muito comuns, rasteiras e pobres, utilizadas por grande parte dos que deles participam. E, falando o que penso a respeito disso, no meu entender, são práticas absolutamente negativas, desrespeitosas, que, no plano espiritual, têm tudo a ver com o inimigo de nossas almas. Ou como diria o meu amigo Dr. Jea Myung Yoo, são práticas da serpente.

Você há de concordar comigo que certos termos, frases e assertivas usados aqui na Web ultrapassam, e muito, os limites da educação, sobriedade, boas maneiras, decência e civilidade, que devem caracterizar o nosso falar, denotando, ao invés disso, nada mais que desamor e grosseria.

1) DESMERECER O LADO DO OPONENTE

Com frequência vejo pessoas se afastando da questão debatida para, simplesmente, procurar, nos arraiais do outro (igreja, partido político, empresa, amigos, etc) fatos negativos do passado, que possam desmerecer e, assim, diminuir o impacto e a importância do que o outro expôs.

2) DESMERECER O PRÓPRIO OPONENTE

Tática semelhante, que se fixa em descobrir na vida e em atos já praticados pelo outro, as mesmas coisas negativas, vergonhosas, ou, no mínimo, dúbias e controvertidas, para, também constranger e deixar em situação vexatória o seu oponente de ideias e opiniões.

3) ESCÁRNIO, ZOMBARIA, IRONIA

Outra tática perversa, que busca, sendo sarcástico e às vezes até engraçado, causar um certo vexame ao debatedor oponente, e assim, também neutralizar o que ele disse ou mostrou. Aqui entram termos zombeteiros fortes, que não me permito citar aqui, mas, que todos conhecemos bem.

4) AGRESSIVIDADE PURA E SIMPLES

Essa é uma das mais daninhas formas de debater, pois, nesse caso, esgotados todos os outros artifícios já mencionados, a pessoa parte para a briga mesmo, para o xingamento, e se o debate não fosse virtual, certamente se transformaria em caso de polícia e hospital.

Uma coisa triste é que temos visto essas três práticas, não apenas em debates a respeito de política, economia, futebol, costumes, mas, infelizmente, também usados por nós cristãos, em questões espirituais e religiosas, onde, pelo que sabemos, o amor, o respeito e o bem-querer deveriam ser a tônica e o sentimento a reger o nosso comportamento.

Vamos ao texto bíblico que mencionei acima:

“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras.”. Ecl.5:2.

Os irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, dois dos mais excelentes compositores da MPB nos anos 70, nos deram uma pérola chamada Viola Enluarada, e cuja letra começava dizendo: “A mão que toca um violão, se for preciso faz a guerra, mata o mundo, fere a terra. A voz que canta uma canção, se for preciso canta um hino, louva a morte.”

A ideia da letra era ligeiramente diferente, mas, podemos aplicá-la aqui. Os mesmos lábios que entoam um hino a Deus e celebram Seu amor e graça, podem também machucar e humilhar o próximo, com palavras duras, causando-lhe feridas severas. E, às vezes, essa ferida não tem cura, torna-se fatal, irrecuperável, é ferida de morte.

Portanto, ao participar de debates – e isso é sadio, estimulante, mesmo que dificilmente faça alguém abdicar de suas ideias originais – preocupemo-nos com isso, pois, na ânsia por mostrar nossa sabedoria, visão e argumentos "irrefutáveis", diminuímos, desqualificamos, menosprezamos terrivelmente nosso semelhante, cujo maior pecado é pensar, comer, vestir, crer, viver de modo diferente de nós.

Além disso, temos o dever moral e a orientação bíblica. Quer saber qual é essa orientação? Vou citar apenas três conhecidos textos, mas há muitos mais, gaste um tempinho e pesquise sua Bíblia: Efe.4:29, Efe.5:3-4, Col.3:8.

E, se, depois de refletir sobre o que está dito acima, você quiser ouvir uma antiga gravação desta bela canção, com os compositores e mais Milton Nascimento (que luxo!), clique lá embaixo.

Tenhamos todos uma semana feliz, menos azeda e peçonhenta, sendo mais amorosos e corteses, sob as bênçãos multiformes da graça de Deus.

https://www.youtube.com/watch?v=jBMqXCz70TA&list=RDjBMqXCz70TA

Mário Jorge Lima./ /
São Paulo, 01/Fevereiro/2016.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 01/Fevereiro/2016.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Pérolas Esparsas - 21 - RELEMBRANÇAS

RELEMBRANÇAS
15/01/2016

Estou aqui fazendo algumas reflexões, lendo, ouvindo um pouco de música, tendo entrado nas horas do Sábado, e eis que vem à minha mente uma cena da infância, pinçada dentre as muitas que a minha já cansada memória ainda guarda prazerosamente. E eu me delicio gostosamente, saboreando cada reminiscência.

Vejo-me numa tarde de Sábado, após o culto divino da manhã, lá na Igreja Adventista Movimento de Reforma, à qual pertencia com minha família, em Cascadura, no Rio de Janeiro. Ainda me lembro do endereço: Rua Barbosa, 230. Tinha eu em torno de 8 a 9 anos, e lá se vai mais de meio século. Há dois anos estive lá, tarde dessas, levado pelo coração saudoso, pedi ao zelador para entrar no terreno e na igreja, e parece que o tempo ali parou. Pouquíssima coisa mudou naquele cenário de tão doces lembranças pra mim. Quantas peraltices, quantas repreensões e castigos, quantos joelhos ralados e pés sujos!

Mas, eu falava das tardes de Sábado, em que, após o almoço, sempre na igreja – levávamos todos a própria comida – conversávamos e estudávamos a Bíblia debaixo de duas frondosas mangueiras que havia no terreno ao lado do templo – essas não existem mais – e, não raro, cantávamos. Lembro-me de meus pais cantando ali conosco, minha irmã ainda um bebê. Esses hinos, que aprendi a amar, até hoje ecoam em meus ouvidos, e bastam algumas poucas notas de qualquer deles, para que minha imaginação me transporte a esse saudoso passado perdido no tempo.

Foi lá que eu me encantei com um antigo harmônio de pedal e foles, que eu sonhava poder tocar um dia, para acompanhar aquelas belas canções da fé. E entre os muitos queridos e inspirados hinos, lembrei-me agora de um, lindo, que acaba de me trazer lágrimas teimosas. Chamava-se “Há Um País de Eterna Luz”. Apreciava particularmente uma frase dele, que foi modificada na letra atual, e que dizia: “Oh, quem me dera remover a minha imperfeição!”.

Esse é um anseio legítimo de todos os crentes salvos pela graça: nela crescermos, e, apesar de não atingirmos esse ponto antes que Jesus volte, não descansarmos, mas corrermos para o alvo, para o prêmio da soberana vocação em Cristo, para obtermos, lá então, a perfeição completa nEle, e sermos semelhantes a Ele.

Meus pais já se foram ao descanso, e eu estou indo. Vou com toda a minha imperfeição, mas, com o desejo cada vez mais firme, de poder ver o Rei em Sua glória, se possível, sem passar pela morte. No entanto, se tiver que passar, tenho certeza de que me erguerei ao som da trombeta de Deus. Não tomem isso como arrogância espiritual, mas, sim, como certeza da salvação, coisa que nunca tive até que o aprofundamento no estudo da graça de Deus me assegurou disto. Essa é a minha bem-aventurada esperança, e é por ela que vivo e quero viver. Cada vez mais quero muito tudo isso.

Cliquem no link abaixo e ouçam esse belo hino. É o 548 do Hinário Adventista, num andamento mais rápido do que eu gostaria que fosse, mas, ainda assim, capaz de me trazer conforto e paz. Consigo imaginar-me subindo o monte com Moisés para dali contemplar a bela Canaã de Deus.

Com essa música, desejo a todos os meus amigos, crentes em Cristo ou não, um FELIZ SÁBADO! SHABAT SHALOM!

Mário Jorge Lima./ /
São Paulo, 15/Janeiro/2016.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 15/Janeiro/2016.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Pérolas Esparsas - 20 - DEUS É NADA!

DEUS É NADA!
08/01/2016

O ateu chega numa entrevista / debate e diz: "A vida - e TUDO que existe - veio do acaso, veio do NADA".

Resumindo, em uma frase de efeito: TUDO, absolutamente TUDO, veio do NADA absoluto.

Em seguida ele afirma que Deus não existe. Portanto, para ele, Deus é NADA.

Então, podemos deduzir, num silogismo simples: se TUDO veio do NADA, e DEUS é NADA, logo, TUDO veio de Deus.

Nesse silogismo simples, sem querer, o ateu reconheceu a criação. E nós podemos então dizer as frases certas:

"E vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; ... porém, Cristo é TUDO em todos." Col.3:10-11.

Ou:

" ... para que Deus seja TUDO em todos." I Cor. 15:28 up.

Mário Jorge Lima./ /
São Paulo, 08/Janeiro/2016.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 08/Janeiro/2016.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.