Postado em: quinta-feira, 2 de abril de 2015

Pérolas Esparsas - 12 - É PÁSCOA!

É PÁSCOA!

02/04/2015

Sempre gostei dessa data. Eu a acho até mais tocante e significativa que o Natal. Ela, no seu formato judaico, nos lembra a libertação da servidão e da opressão. No seu formato cristão nos lembra o fato principal que sustenta toda a nossa fé: a ressurreição de Cristo Jesus. A ressurreição dos justos, que está no nosso futuro, nos é garantida em função dessa ressurreição de Cristo, e significa a restauração de tudo que perdemos com o pecado, desde o Éden e desde que o mundo é mundo.

Mas eu também sempre fiz uma reflexão paralela sobre esses dias de Páscoa, que já constou de antigos textos meus e que eu repito aqui parcialmente, a respeito dos três dias da, assim chamada, Semana Santa.

SEXTA-FEIRA, chamada de Sexta-feira da Paixão ou Sexta-feira Santa. Foi um dia de trevas, dia de horror, dia de confusão, dia de abandono, dia de angústia e muita tristeza, dia de frustração, de planos não realizados, sonhos acabados. Ali a maldade, a intolerância, a ingratidão e a estupidez humana tiveram o seu ápice, tiveram o seu ponto máximo. Ao vivo e a cores, para todo o universo criado, a violência do ser humano e sua rebelião contra Deus se mostrava de forma chocante e cruel.

Não é assim na nossa vida? Não há momentos em que parece que todas as forças negativas do universo contribuem para o nosso desconforto, a nossa infelicidade? Não vemos saída, não vemos uma porta aberta sequer. São problemas de relacionamentos desfeitos, sonhos abandonados, injúrias sofridas. São dificuldades financeiras, problemas profissionais, desemprego, grandes prejuízos, derrotas pessoais. É a saúde abalada por doenças sérias ou até mesmo terminais, morte na família ou de amigos muito queridos. A lista é muito grande. Há quem já tenha sofrido de tudo um pouco. É a nossa Sexta-Feira da Paixão pessoal.

SÁBADO, chamado de Sábado de Aleluia. Mas, eu o chamaria de Sábado do abandono, da perplexidade. Após toda a angústia e crise da Sexta-feira, agora temos ali um Sábado de terrível silêncio, de medo para os discípulos e amigos de Jesus, de aparente derrota, de desesperança, e pior que tudo, do mais absoluto silêncio de Deus. Parecia que todas as promessas e profecias bíblicas de livramento e triunfo sobre a tirania e opressão tinham falhado. E Deus não disse nada, não fez nada, ficou calado, não interferiu, não evitou aquela tragédia, não salvou Seu próprio Filho do sofrimento e da morte.

Quantas vezes em nossa vida, em meio a nossos problemas e aflições, nossa angústia e nossas necessidades de todo tipo, nos sentimos desamparados, esquecidos, e sem nenhum retorno da parte do Deus em Quem acreditamos. Nossa fé - quando possuímos alguma fé - vacila, nossa esperança acaba, não vemos nenhuma luz, nenhuma saída. E o pior: silêncio total de Deus. Ele parece não ouvir e não responder as nossas orações. Não evita e não nos livra dos males que buscávamos não ter que sofrer ou passar. Duvidamos da Sua existência, ou pelo menos do Seu interesse por nós. Sábado do silêncio, da sepultura, da espera.

DOMINGO, chamado de Domingo da Ressurreição. E foi de fato um dia maravilhoso. A Bíblia chega a dizer que, sem a ocorrência da Ressurreição, seria vã a nossa fé, ou seja, não teria nenhum significado, nenhum valor, nenhuma razão de ser. Jesus, apesar de ter vida em Si mesmo, outorgada pelo Pai, como diz o texto de João 5:26, atendeu a voz do magnífico anjo que, por ordem de Deus veio chamá-Lo da escuridão do inferno para a luz da vida. Essa Ressurreição, na sequência daquele tempo de espera ao longo do Sábado, garante também a nossa futura ressurreição, daqueles que estarão dormindo o sono da morte por ocasião da volta de Jesus.

No paralelo que estamos fazendo com a nossa vida, também temos o nosso Domingo da Ressurreição. É quando, após terrível sofrimento, angústia, medo e desesperança, e sem ouvir ou sentir qualquer retorno da parte de Deus aos nossos pedidos e orações, de repente, a luz surge, a oportunidade aparece, a situação muda, o ânimo reacende, a esperança cresce, as mudanças começam a acontecer, a fé é fortalecida, as coisas começam novamente a fazer sentido.

Então, nascemos de novo! Ressurgimos! Pode ser um renascimento espiritual. Pode ser um renascimento emocional. Pode ser um recomeço profissional. É sempre uma mudança de vida, novos propósitos, novos planos, vontade de viver. De viver pra sempre. FELIZ PÄSCOA! Mário Jorge Lima./ /
São Paulo, 02/Abril/2015.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 02/Abril/2015.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

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