Postado em: sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Pérolas Esparsas - 10 - ORAI UNS PELOS OUTROS

ORAI UNS PELOS OUTROS

27/02/2015

Essa semana um querido tio meu foi internado às pressas no Rio de Janeiro. Soube hoje também, aqui no bairro onde moro, de um senhor que me prestou bons serviços há algum tempo, e faleceu depois de muito sofrimento. Sei de muitos casos, de pessoas conhecidas e do meu relacionamento, que estão com problemas de saúde, uns passando por cirurgias delicadas, alguns até desenganados. Não sei se minha percepção está correta, mas acho que nunca tive tantas pessoas à minha volta com tantos problemas sérios de saude, nunca tantas pessoas à minha volta sofreram tantas perdas como nesses últimos tempos.

Na realidade, este é o tempo para orar, e orar muito. Se há um tempo em que a prece deve ser ferramenta de utilização constante e intensa na vida do cristão, esse tempo é agora. A oração tem, entre muitos outros, também o papel de nos colocar em sintonia com a vontade de Deus e nos acalmar. Ela traz conforto e paz interior, coloca-nos na solitude do contato íntimo com o Criador.

E a oração intercessória é outro instrumento para demonstrarmos, em meio aos nossos próprios problemas, um pouco de desprendimento, bondade, amor cristão e interesse pessoal, uma vez que deixamos de olhar para o nosso próprio mundinho e passamos a enxergar que à nossa volta há um mundo bem maior de pessoas carentes, assim como nós, precisando de ajuda de todo tipo, principalmente espiritual.

Nunca fui de pedir a alguém que orasse por mim por achar que a oração daquela pessoa é mais preciosa e aceita por Deus do que a minha. Deus ouve igualmente as orações de todos os que O buscam. Mas, é muito prazeroso saber que somos motivo das preocupações espirituais de alguém. A oração intercessória, com certeza, cumpre esse papel de comunidade, de igreja, e segue a recomendação de Tiago 5:16. Foi quando orava pelos seus amigos que Jó obteve de Deus a resposta para os seus proprios problemas (Jó 42:10). Quando destruiu Sodoma e Gomorra, foi da súplica de Abraão acerca de Ló que Deus lembrou, e, assim, livrou Ló da ruína (Gen. 19:29).

Dois fatos me emocionaram ontem. Pela manhã, um amigo de Rio das Ostras-RJ, Wanderson Figueiredo, me escreveu dizendo que está orando por mim e por minha família. Interessante que, embora as famílias de nossos pais e avós se conheçam e sejam amigas há mais de meio século, não tenho tido com o Wanderson um contato pessoal próximo. Saber que ele ora espontaneamente por mim fez o meu dia melhor. Obrigado, meu irmão, passei a orar por você e sua querida família também.

E o outro fato foi esse video, cujo link está no final dessa postagem. Nas ruas de New York um menino morador de rua ficou duas longas horas, com temperatura abaixo de zero, se contorcendo no frio. Ninguém parou para ajudá-lo. Alguns até diminuiram o passo para olhar para ele, mas ninguém fez efetivamente nada. A única pessoa que se aproximou dele, depois desse tempo todo, tirou o próprio casaco e vestiu nele, abraçou-o, conversou com ele e até lhe deu algum dinheiro, foi exatamente um outro morador de rua. E mais significativo ainda, por estar na terra de Tio Sam, este era um homem negro ajudando aquela criança branca. Um moderno e pobre samaritano.

O interesse pelo próximo, seja para orar por ele, seja para atendê-lo em suas necessidades básicas, faz parte do que chamamos Ministério da Bondade. Há pessoas que jamais se interessarão por um contato evangelístico ou doutrinário, mas, se enternecerão até a última célula, por um ato desinteressado e espontâneo feito em seu favor. Essas ações farão mais pelo Evangelho do que dezenas de sermões.

Peçamos a Deus fartas doses desse desprendimento, que nos faça acordar nas madrugadas para orar por nossos amigos e até mesmo inimigos, se os tivermos. Que nos faça dar daquilo que não temos. Que nos faça gastar tempo numa visita, num telefonema, enviando um torpedo ou email de interesse real. Até porque, naquela cena simbólica narrada por Jesus, de separação dos bodes e ovelhas, Jesus não nos perguntará sobre nossas crenças e comportamento, mas, sim, o que fizemos em prol do seus pequeninos.

E antes que alguém pense que estou ensinando justiça própria ou salvação por obras, não é disso que estou falando, mas sim, do fruto do Espírito, entre cujos gomos encontramos coisas do tipo: amor, benignidade e bondade.

Mário Jorge Lima./

www.olhaquevideo.com.br/video/3599/um-cara-passa-frio-por-duas-horas-ate-que-acontece-algo-magico

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