Postado em: sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Pérolas Esparsas - 08 - ALEGRIA E LIBERDADE!

ALEGRIA E LIBERDADE

13/02/2015

Hoje, já sexagenário, como cristão que aguarda o advento de Cristo Jesus, tenho uma visão sobre a Lei de Deus absolutamente mais graciosa e feliz do que até poucos anos atrás. Cresci num ambiente espiritual edificante, meus pais eram egressos de um movimento adventista que primava por uma pregação severa da observância às Dez Palavras, ou Decálogo, como gosto de chamar a Lei de Deus. Amava e amo a vontade expressa de Deus, mas, confesso que sempre senti uma pressão muito grande em buscar guarda-la com uma perfeição jamais atingida por mim nem por ninguém, o que sempre me incomodou e privou da alegria de me sentir salvo em Cristo Jesus.

Após um período de desencontros eu descobri os meandros da Graça de Deus, a qual confere à Lei o seu lugar de proeminência na vida cristã, mas, tira dela qualquer papel salvífico, ou seja, de meio de salvação ao qual deva me agarrar de forma sofrida e desesperada. Como Paulo diz em I Tim. 1:8: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo”.

E a maneira legítima de nos utilizarmos da Lei de Deus é enxerga-la como um código de amor, como comandos relacionais, muito mais do que comportamentais. Sem relacionamento com o Legislador não haverá a paz e a alegria na observância da Lei, que o salmista Davi tanto cantava. Ou temos o espírito dos seus mandamentos impressionando o nosso coração ou ela não nos servirá de muita coisa. Assim acabaremos como exegetas raivosos, policiando a nós e aos nossos irmãos, ao invés de cristãos agradecidos e submissos à vontade de Deus de forma voluntária e feliz.

Se você observar, verá que a Lei de Deus não começa com o primeiro mandamento, como erradamente tem sido grafada e desenhada ao longo dos séculos. A Lei tem um belo preâmbulo, um prefácio, que nos lembra o que Deus primeiro fez, tirando-nos de uma condição de servidão, de escravidão, para só então aguardar a nossa resposta ao seu ato de libertação.

E esse prólogo é a prova maior de que a Lei de Deus é uma peça de liberdade e não de opressão e peso. Ele não iria, em Sua provisão amorosa, nos libertar, para em seguida nos escravizar novamente. Não iria tirar você de uma escravidão no Egito da vida para em seguida escraviza-lo a mandamentos pesados e sufocantes. Isso seria ver na Lei um Deus libertador, que escreveu aquele prólogo, e um Deus escravizador, que escreveu em uma série de “Nãos” opressores e restritivos.

Quando descobre e aceita o evangelho de Cristo Jesus você se torna livre. Livre para fazer agora também a vontade de Deus, porque livre pra fazer a sua própria vontade você sempre foi, desde o Éden. Esse é o verdadeiro sentido da liberdade e da alegria que o evangelho traz.

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 13/Fevereiro/2015.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 13/Fev/2015.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

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