Postado em: sábado, 17 de janeiro de 2015

Reflexões sobre a Graça - 15 - PENA DE MORTE NA INDONÉSIA

PENA DE MORTE NA INDONÉSIA

17/01/2015

“Isto se escreverá para a geração futura; e o povo que se criar louvará ao SENHOR, porquanto olhará desde o alto do seu santuário; desde os céus, o SENHOR observou a terra, para ouvir o gemido dos presos, para soltar os sentenciados à morte” Sal. 102:18-20.

Cheguei da igreja, onde participei de uma boa lição da ES na minha pequena classe, estive no culto em seus momentos de louvor e oração intercessora. Esse foi um privilégio que não mereço, de poder ainda adorar a Deus na hora e da forma que quero.

Engoli o almoço às pressas e logo precisei sair para um exame médico. Agora estou de volta e começo a escrever no momento em que vejo com tristeza a notícia confirmada da execução já consumada, por fuzilamento, na Indonésia, do brasileiro Marco Archer, condenado à morte por tráfico internacional de drogas.

Não se cumpriu ou não se aplicou em sua vida o Salmo de Davi mencionado acima. Ao contrário, aconteceu-lhe o que é dito por outros textos bíblicos que falam de vingança, justiça e condenação.

Com diversos níveis de veemência, já li vários comentários na Internet, uns contra, outros a favor desse ato de justiça humana. Já vi choro e já vi piadas e escárnio. Politicamente correto ou não, tudo dentro do esperado, tudo muito ambíguo. Uns dizem: “não sou favorável à pena de morte, mas...”, enquanto outros emendam: “sou a favor da pena de morte, mas...”.

Sim, essa história, como todas, tem dois lados. Imagino a angústia dos familiares de Marco, assim como penso também na dor imensa das famílias daqueles a quem as drogas distribuídas por ele e tantos outros têm matado.

E fico pensando na pena de morte, morte eterna, a que todos estávamos sujeitos. O sacrifício voluntário do Cordeiro lá na cruz deu a todos nós a possibilidade real de sair do corredor da morte. Louvado seja Deus por isso! Apenas uma graça sem limites tornou isso possível.

Mas, voltando a Marcos Archer, li que ele, ao longo desses 11 anos de espera, se disse arrependido em diversas ocasiões. Quem sou eu para julgá-lo? Gosto de pensar que isso é verdadeiro, pois me apraz acreditar que ele teve todas as chances espirituais de que precisou, e as aproveitou, morrendo em paz.

Sou contrário à pena de morte temporal, e trabalho de forma militante, como cristão, contra a pena de morte eterna. Considero que somos todos vítimas – já disse isso aqui – de uma guerra cósmica que não é nossa, é entre duas potestades, uma do bem e outra do mal, o grande conflito dos séculos eternos. Deus sabe disso, e é por isso, entre outras coisas, que Ele nos oferece, de forma incondicional, a dádiva de Sua graça.

A nação indonésia cumpriu sua lei e manteve a sua soberania, não podemos condená-la ou odiá-la por isso. Que Deus conforte e abrace a família do brasileiro Marcos Archer. Que o que lhe aconteceu possa levar crianças, jovens e adultos, envolvidos com toda forma de drogas, tanto as chamadas lícitas como as ilícitas, a repensar suas vidas. E, da mesma forma, que Deus conforte as famílias desses infelicitados pelos vícios de uma sociedade que está implodindo, econômica, social, política, moral, mas, acima de tudo, espiritualmente.

Que Jesus volte logo e tenhamos um mundo onde tudo se fará novo, com a garantia bíblica de que o mal não se levantará outra vez. Que possamos ter uma feliz semana.

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 17/Janeiro/2015.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 17/Jan/2015.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

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