Postado em: quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Reflexões Sobre a Graça - 11 - LDO - O PREÇO DA TRANSGRESSÃO

LDO - O PREÇO DA TRANSGRESSÃO

04/12/2014

A propósito da aprovação da alteração na LDO ontem no Congresso Nacional, na minha meditação matinal hoje cedinho veio-me uma reflexão, que tenho frequentemente mencionado nos meus périplos pelo Brasil, ao pregar sobre a Doutrina da Salvação e da Justificação pela Fé. E, embora tenha colocado LDO no subtítulo, só o fiz para chamar a atenção para o texto. Não me detenho sobre os aspectos políticos que verificamos de ontem para hoje, meu comentário é enfaticamente no plano espiritual, mas nada impede que você faça alusão ao fato político citado.

Só há duas maneiras possíveis de resolver o problema de uma transgressão qualquer, seja ela no plano espiritual, seja ela no plano humano, da vida real, como foi o caso, ontem, em Brasília. Ou paga-se o preço da transgressão, ou, então, muda-se a regra que foi quebrada. Qualquer uma das duas resolve, sendo que apenas uma pode ser considerada correta.

Imagine você avançando o limite de velocidade em uma autoestrada e sendo parado pelo guarda da Polícia Rodoviária. Para resolver o problema causado, que o tornou devedor diante da Lei do Trânsito, ou você paga a dívida ou, então, elimina-se o artigo daquela Lei, sendo que daí pra frente não mais seria errado avançar os limites de velocidade.

Um dia, no Éden, uma regra de convivência pacífica, santa, mutuamente acordada, foi quebrada, voluntária e conscientemente transgredida. A partir daí havia apenas duas maneiras possíveis de corrigir e sanar o problema causado por aquela transgressão: ou pagar-se-ia o preço desse erro, ou se eliminaria a regra que foi quebrada.

Agora pense: Qual seria a solução mais simples, rápida, atraente e menos dolorosa? Qual seria a mais conveniente ao ser humano? Qual reivindicaria o caráter de Deus diante do universo, mostrando-o como justo, mas também revelando Sua face misericordiosa, cheia de graça e amor?

Eliminando-se ou alterando-se a lei, a regra quebrada, não haveria transgressão, o pecado não existiria. Solução rápida e esperta. Mas, a solução ética e justa seria pagar o preço dessa dívida, que era o sangue, sem o que, como diz o texto bíblico, não haveria remissão de pecados.

Pois é, fica bem mais fácil eliminar a regra que foi transgredida e considerá-la passível de ser alterada, não tão necessária, não representativa do caráter do Legislador. A atitude do tipo "dessa vez passa, mas da próxima...", além de daninha e feia, é também deseducadora. Mostra que leis são feitas para serem descumpridas e ajeitadas às nossas conveniências. Isso jamais pode ser chamado de Graça, de Perdão, de Justificação.

Pecado, transgressão, dívida, além de não ter explicação, também não tem perdão. Paga-se. E depois, então, perdoa-se o pecador, o transgressor, o devedor. Deus não perdoa pecados nem justifica nosso viver. Ele perdoa pecadores e justifica pessoas. E pode fazer isso porque não mais existe dívida, plenamente paga, quitada, e ela, sim, a dívida, cravada na cruz do Calvário.

Esse é o procedimento bíblico que faz parte da ciência da Salvação. Sem isso, o que existe é a confusão, a incoerência, a mixórdia espiritual.

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 04/Dezembro/2014.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 04/Dez/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

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