Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Noite do Milagre

NOITE DO MILAGRE

24/12/2014

Hoje, final da tarde, caminho por uma São Paulo quieta, amortecida, quase anestesiada, sem trânsito, lojas fechadas, sem o burburinho e a loucura do dia-a-dia. Nas casas, os últimos preparativos para as ceias de família. Pessoas que chegam e que saem para as confraternizações com parentes e amigos.

Há uma quietude e até uma gostosa solitude na minha alma. Estou longe de duas das minhas filhas queridas. Penso nelas. Penso na minha netinha que está vindo. Como será sua carinha, por quanto tempo ela conviverá comigo? Penso na minha família, o que de melhor eu tenho.

Penso em tempos passados, revejo cenas e cenários, coisas que não vivi, coisas que não mais viverei. E penso que há muita gente sozinha, sofrendo na pele o medo medonho do abandono, da nulidade, neste Natal.

Foi, possivelmente numa noite como essa que se aproxima, que um menino pobre, após haver nascido em algum outro canto de uma hospedaria, foi colocado depois num cocho, onde se alimentavam os animais. Pouco me importa se foi em dezembro, abril ou outubro, o que conta pra mim foi que ali, em meio, provavelmente aos odores característicos dessas estrebarias, segundo cremos, Deus fez-se homem, por um processo sobrenatural que não temos a menor condição de compreender.

Embora o grande momento para a salvação da humanidade não tenha sido aquele, e nem mesmo a morte, mas a ressurreição do Deus-menino, foi ali, entre animais mal-cheirosos e um casal de pais perplexos, que o amor de Deus se materializou e inaugurou o Reino da Graça entre os homens.

Se você tem fones de ouvido, coloque-os, feche os olhos, clique no link abaixo e entre no espírito dessa noite de milagres. Sinta-se livre, e se conseguir, abstraia-se por um momento de seus problemas, anseios e temores, e deixe que o clima que certamente virá desse cântico simples e maravilhoso, sem nenhum arranjo mirabolante ou fantástico, invada sua vida e lhe comunique paz. Tenha uma noite de paz, muita paz, a paz que excede todo entendimento. Mais uma vez quero lhe desejar:

FELIZ NATAL!

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 24/Dezembro/2014.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 24/Dez/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Reflexões Sobre a Graça - 13 - A CIÊNCIA DA SALVAÇÃO EM JOSÉ E MARIA

A CIÊNCIA DA SALVAÇÃO EM JOSÉ E MARIA

23/12/2014

Tenho um especial apreço por José e Maria, os pais terrenos de Jesus encarnado, Jesus feito homem entre nós. São figuras da maior importância para a história da redenção, uma vez que foram instrumentos diretamente usados por Deus para implementar Seu plano de graça.

Primeiramente José. Personagem importantíssimo, mas esquecido no meio da história bíblica. Não há dados sobre esse humilde carpinteiro de Nazaré, pai terrestre que recebeu Jesus em sua família, por adoção. Da mesma forma como nós, em Cristo Jesus, somos filhos de Deus também por adoção (Ef. 1:5). Sabemos apenas que José era descendente da casa de Davi. Ele foi o elo de ligação entre o Velho e o Novo Testamentos. Deu um nome a Jesus e O fez descendente do Rei Davi, para que as profecias a esse respeito se cumprissem (Is. 11:1 e Jer. 23:5-6).

José recebeu uma determinação diretamente de Deus através de um sonho, escutou a ordem dos céus na mais absoluta submissão. Não encontramos nos Evangelhos nenhuma palavra pronunciada por José. Ele não discutiu o projeto da Divindade, respeitou o grande mistério de Deus e não possuiu Maria como esposa até que o Salvador nascesse, colocando-se em terceiro ou quarto plano. Foi um cuidadoso guardião de Jesus menino, parece ter sido um esposo atento e fiel. Quando foi necessário exercer a sua autoridade paterna, soube fazê-lo amorosamente, naquele episódio em que Jesus foi esquecido em Jerusalém (Luc. 2:51). E morreu anonimamente, nada se sabe a esse respeito.

A Biblia chama José de justo (Mat. 1:19). Sim, ele foi justificado por sua fé profunda no propósito de Deus. José amou, acreditou, confiou em Deus e no Messias, com toda sua esperança. Submissão completa a Deus, parece ter sido o mote, o propósito da vida de José.

Maria, moça virgem, virtuosa, simples, humilde. Recebeu a maior de todas as missões que um ser humano poderia receber: guardar em seu corpo imperfeito, o perfeito Filho de Deus, encarnado em ser humano, porém, santo e puro.

A Biblia diz que Maria “achou graça diante de Deus” (Luc.1:30). Ela teve dificuldade de compreender porque foi eleita para um papel de tão grande significado pra toda a humanidade, sempre guardando em seu coração aquilo que nao entendia, escolhendo acreditar, escolhendo confiar. E no seu belo cântico (Luc. 1:46-55) ela se reconhece eleita por Deus, e humildemente canta da bem-aventurança que a sua missão representava para toda a humanidade.

A Biblia conta de forma eloquente e até poética, porque ela pôde receber aquela eleição da parte de Deus. E aqui está toda a ciência da Salvação:

“Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; ... Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra.” Luc. 1:34,35,38.

Não sei quantos perceberam mas, aqui está a fórmula completa de Deus para todo o processo de salvação! Não vivem perguntando por aí o que temos que fazer pra sermos salvos? Não há um monte de teorias a respeito disso? Tenho que praticar boas obras? Tenho que conhecer toda a doutrina? Qual é o papel de Deus, e qual é o nosso papel? Está tudo aqui, implícito nesse breve relato, e podemos resumir assim: uma ação de Deus e uma reação do ser humano. É tudo que é preciso. É sempre assim: Deus agindo e o homem reagindo.

Ação de Deus: "Vou dar a você o Meu Espírito, vou cobrir você com a Minha sombra, com o Meu poder, vou justificar você, em seguida vou santificar você, e no futuro quero glorificar você, pra que possa viver para todo o sempre. E isso é de graça. Totalmente de graça."

Reação do ser humano: "Eu creio nisso, Senhor! E eu quero isso! Aqui está o Teu servo. Que se cumpra em mim conforme a Tua palavra!"

Lindo! Simples! Definitivo! Esse é o processo salvífico de Deus, e quando paro pra pensar nisso minha alma fica arrepiada. Que nesse Natal essa seja a postura verdadeira e consciente de todo aquele que se considera um cristão salvo pela maravilhosa graça de Deus! Que a submissão demonstrada por José e Maria nos motivem a deixar que Deus complete em nós a obra que Ele iniciou.

FELIZ NATAL 2014!

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 23/Dezembro/2014.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 23/Dez/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: domingo, 21 de dezembro de 2014

Reflexões Sobre a Graça - 12 - UMA HISTÓRIA REAL DE GRAÇA

UMA HISTÓRIA REAL DE GRAÇA

21/12/2014

No apagar das luzes do dia, li essa bela noticia abaixo. Sei que o fato não tem a ver diretamente com o mundo espiritual, mas, vou aproveitá-lo pra identificar na história alguns elementos importantes do processo de Salvação.

Inicialmente, aqui está exemplificada perfeitamente a Graça de Deus. O policial pagou os ovos que ela roubou no mercado, e por isso pôde perdoá-la, adquiriu o direito de perdoá-la, estendo-lhe assim a sua misericórdia ao não prendê-la. Davi já dizia muito apropriadamente que Deus "não nos trata segundo os nossos pecados e nem nos retribui de acordo com as nossas iniquidades." Sal.103:10.

Então, ela não tinha mais dívida com o mercado, pôde ser considerada justa diante da lei. Alguém pagou por ela, já que ela não tinha como pagar. Assim é com os nossos pecados. Dívida paga, devedor pode ser perdoado. Pecado pago, pecador pode ser perdoado. Isso é o "Eu também não te condeno". Isso chama-se Perdão, Justificação.

Mas, não parou aí. Em seguida a notícia diz que ele a fez prometer que nunca mais roubaria. A Graça implica, necessariamente, em mudança de vida, em transformação do indivíduo, em relacionamento com Deus, em submissão à Sua vontade. Isso é o "Vai e não peques mais", Isso chama-se Santificação.

E pra fechar com chave de ouro, semanas depois o policial, juntamente com outros colegas, a presenteia com duas Vans cheias de comida. Isso representa as bênçãos da vida cristã, que além das espirituais podem também ser bênçãos físicas, materiais e emocionais.

Bela e significativa história. Esse guarda fez o serviço completo. Desconfio que ele, além de policial, é também teólogo (rsrs).

Mário Jorge Lima./

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/policial-se-recusa-a-prender-mulher-que-roubou-142708619.html

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 21/Dezembro/2014.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 21/Dez/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Pérolas Esparsas - 02 - SUBMISSÃO A DEUS: CUSTO X BENEFÍCIOS

SUBMISSÃO A DEUS: CUSTO X BENEFÍCIOS

19/12/2014

A Lei de Deus, ou Décalogo, que significa Dez Palavras, tem sido objeto de controvérsia no mundo religioso há vários milênios, e foi o grande muro divisório entre judaísmo e cristianismo, e é assim até mesmo, hoje, entre correntes doutrinárias do mundo cristão. Ela é um conjunto de 8 proibições e 2 ordens, todas simples, diretas, enxutas, lógicas, benéficas, com profundo significado espiritual se examinadas detidamente, que visam um relacionamento equilibrado entre as pessoas, e destas com Deus. A Lei, aparentemente comportamental, é, na verdade, relacional, e foi dada, na forma como a conhecemos, como sendo a vontade de Deus para um homem envolto em transgressões.

Os que pregam sua observância e vigência eterna são normalmente taxados de legalistas, como se legalista fosse algo necessariamente ruim - numa das próximas reflexões conversaremos sobre isso - e considera-se que estes "decaíram da graça" de Deus. Os que entendem que ela se dirigia apenas ao povo judeu, com data de validade estabelecida, e não mais precisa ser observada como vontade expressa do Criador, são chamados de liberalistas e acusados de praticarem uma "graça barata".

Por que será que um assunto de importância e aplicabilidade tão grandes veio a se tornar uma pedra de tropeço ou item sem importância maior para tanta gente, um jugo pesado para outros tantos, mas, também motivo de alegria no Senhor para alguns poucos que a consideram santa, justa e boa, embora nunca consigam guardá-la com perfeição?

Penso que a resposta serena para essa e outras perguntas correlatas passa principalmente pela forma como a Lei é utilizada, o mau uso que se faz dela, pelas funções erradas atribuídas a ela e pelo mal entendimento do papel da obediência no processo de salvação. Fossem esses pontos correta e biblicamente compreendidos, a aceitação das Dez Palavras seria bem mais simples, lógica e prazerosa. A respeito disso, Paulo, o grande herói da fé, ja dizia muito sabiamente:

“Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo.” I Tim. 1:8

Um ponto que pode-se perceber claramente no comportamento de cristãos de todas as épocas, e que tem a ver com essa dificuldade em aceitar a validade da Lei de Deus, é o que eu chamo de "vida cristã dos preços mínimos". Explicarei.: Sempre que vamos à procura de algo que precisamos ou queremos comprar, buscamos o melhor custo x benefícios, certo? Isso significa conseguir o máximo mas, desembolsando o mínimo de dinheiro. Vou usar isso apenas como analogia, e por favor, que ninguém diga que estou ensinando a compra da salvação. E que cada um avalie isso numa análise honesta, sincera, pessoal, arrazoando diretamente com Deus, o autor da Lei.

Via de regra procuramos dar a Deus o mínimo indispensável e queremos obter dele o máximo de bênçãos e de paz. Como se essa fosse uma negociação possível. Queremos ter dEle todas as belezas e bênçãos do Evangelho mas, entregando-Lhe o mínimo. Então ficamos procurando brechas na doutrina e nos ensinamentos bíblicos, pelas quais possamos nos esgueirar e facilitar as coisas para nós. Por exemplo, buscamos nos desobrigar de devolver o que é de Deus, de termos uma alimentação e estilo de vida saudáveis, de termos que mudar nosso comportamento em muitos aspectos da vida cristã, e também, claro, de termos compromisso com a guarda da Lei. E qualquer intenção nesse sentido dizemos que é o legalismo citado no início.

Fazemos isso até mesmo quando pregamos sobre a graça e não a associamos naturalmente a um processo de transformação, de mudança de vida, de submissão à vontade de Deus. Assim, na maioria das vezes eu quero a salvação gratuitamente oferecida mas, se possível, sem nenhum compromisso da minha parte.

Antes de prosseguir, quero enfatizar aqui que a salvação é inteiramente gratuita sim, nada temos que pagar ou fazer para recebê-la na vida a não ser manifestar e abrir o coração para uma fé genuína. Esse compromisso de submissão falado acima é algo que vem depois do indivíduo ter sido salvo pela graça e justificado pela fé. Ele é resultado, é fruto da salvação.

Voltando à linha de raciocínio, o cristão salvo pela graça, ao contrário do que nossa natureza nos pede para fazer, deveria procurar toda e qualquer ocasião para, alegre e voluntariamente, submeter-se a tudo que represente a vontade de Deus e que contribua para o nosso bem-estar físico, mental, intelectual, emocional e espiritual. E fazer isso sem qualquer intenção de tentar comprar ou pagar pela graça recebida, sem que isso represente moeda de troca com Deus na questão da salvação. Até porque, seria uma tentativa inócua e infrutífera. Ele não conseguiria.

Novamente o herói da fé, Paulo de Tarso, nos ensina:

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto...” Col. 3:1.

“Porque fostes comprados por bom preço, glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” I Cor. 6:20.

Vejam que há sempre uma reação por parte do homem, ao amor de Deus. Como pontuado por todos os bons teólogos cristãos, primeiro Deus age, antecipadamente, para só depois aguardar minha reação, que deverá ser voluntária, consciente, feliz, ou não terá nenhum valor para Ele, que não vai levá-la em conta.

Portanto, uma vez salvo, estou livre para fazer a vontade de Deus. Sim, porque pra fazer a minha vontade sempre fui livre. Agora sou livre também para agradar a Deus, obedecê-Lo, sem medo de com isso ser legalista, pois não o faço mais para ser salvo ou obter o dom de Sua graça. Essa é uma fase da qual já passei, já fui salvo da condenação do mal e justificado. Esse é o real sentido da liberdade que a Verdade traz. Agora sou livre para me submeter a Ele. Sem medo de ser feliz.

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 19/Dezembro/2014.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 19/Dez/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Pérolas Esparsas - 01 - UM POVO, UM DEUS, UMA LEI

UM POVO, UM DEUS, UMA LEI

05/12/2014

Mais ou menos dois meses após a saída do Egito, Moisés chegou com o povo à montanha sagrada de Deus, o Horebe, cuja verdadeira localização até hoje é debatida por historiadores e estudiosos. Ali, em torno de uma nova lei, diferente de tudo que se conhecia até então, simples e direta, a um só tempo comportamental e relacional, uma nação tentaria reunir os seus pedaços, resultados de mais de 400 anos de escravidão e de silêncio de Deus.

É bem verdade que, de certa forma, se afastaram das panelas de carne do Egito meio a contra-gosto. Mas estavam lá, e mal sabiam que os 400 quilômetros que os afastavam da terra prometida levariam 40 anos para serem percorridos, e que a maioria deles ficaria pelo deserto.

Eram fugitivos, um povo sem qualquer auto-estima, um povo sem pátria, com quem um Deus Sem Nome, que se apresentava apenas como Eu Sou, iria mais uma vez tentar fazer uma aliança.

Seria um concerto, que embora repetido em diversas oportunidades ao longo da história deles, era e sempre foi um único concerto, de graça e fidelidade voluntária, de ação versus reação, de um Deus que primeiro age e salva pra depois aguardar a resposta do ser humano, que tem que ser espontânea e consequente, ou Ele não a levará em conta.

E aquela lei, que parecia ser apenas deles, dada em função das suas transgressões, era, na verdade, um código que repousava sobre um conceito básico e eterno, que reflete a lei do céu e que continuará a ser a base do Reino de Deus: o Amor, aquilo que os anjos e os seres não caídos mais conhecem.

Uma lei que começaria apresentando primeiro o que Deus tinha feito, ou seja, "tirou o povo da terra do Egito e da casa da servidão", e só depois tentaria expulsar da alma a maior de todas as servidões, aquela que escraviza um ser humano a outros deuses, ou seja, a outros seres humanos e objetos inanimados.

A lei nunca foi e jamais será meio de salvação, não tem poder de mudar a conduta, é um instrumento de condenação dos nossos pecados, mas foi a quebra da mesma que trouxe a graça para a experiência humana. Sem a existência de um código moral e relacional, não existiria a graça, não existiria o perdão, não existiria a justificação, não existiria a santificação, em suma, não existiria a salvação.

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 05/Dezembro/2014.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 05/Dez/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Reflexões Sobre a Graça - 11 - LDO - O PREÇO DA TRANSGRESSÃO

LDO - O PREÇO DA TRANSGRESSÃO

04/12/2014

A propósito da aprovação da alteração na LDO ontem no Congresso Nacional, na minha meditação matinal hoje cedinho veio-me uma reflexão, que tenho frequentemente mencionado nos meus périplos pelo Brasil, ao pregar sobre a Doutrina da Salvação e da Justificação pela Fé. E, embora tenha colocado LDO no subtítulo, só o fiz para chamar a atenção para o texto. Não me detenho sobre os aspectos políticos que verificamos de ontem para hoje, meu comentário é enfaticamente no plano espiritual, mas nada impede que você faça alusão ao fato político citado.

Só há duas maneiras possíveis de resolver o problema de uma transgressão qualquer, seja ela no plano espiritual, seja ela no plano humano, da vida real, como foi o caso, ontem, em Brasília. Ou paga-se o preço da transgressão, ou, então, muda-se a regra que foi quebrada. Qualquer uma das duas resolve, sendo que apenas uma pode ser considerada correta.

Imagine você avançando o limite de velocidade em uma autoestrada e sendo parado pelo guarda da Polícia Rodoviária. Para resolver o problema causado, que o tornou devedor diante da Lei do Trânsito, ou você paga a dívida ou, então, elimina-se o artigo daquela Lei, sendo que daí pra frente não mais seria errado avançar os limites de velocidade.

Um dia, no Éden, uma regra de convivência pacífica, santa, mutuamente acordada, foi quebrada, voluntária e conscientemente transgredida. A partir daí havia apenas duas maneiras possíveis de corrigir e sanar o problema causado por aquela transgressão: ou pagar-se-ia o preço desse erro, ou se eliminaria a regra que foi quebrada.

Agora pense: Qual seria a solução mais simples, rápida, atraente e menos dolorosa? Qual seria a mais conveniente ao ser humano? Qual reivindicaria o caráter de Deus diante do universo, mostrando-o como justo, mas também revelando Sua face misericordiosa, cheia de graça e amor?

Eliminando-se ou alterando-se a lei, a regra quebrada, não haveria transgressão, o pecado não existiria. Solução rápida e esperta. Mas, a solução ética e justa seria pagar o preço dessa dívida, que era o sangue, sem o que, como diz o texto bíblico, não haveria remissão de pecados.

Pois é, fica bem mais fácil eliminar a regra que foi transgredida e considerá-la passível de ser alterada, não tão necessária, não representativa do caráter do Legislador. A atitude do tipo "dessa vez passa, mas da próxima...", além de daninha e feia, é também deseducadora. Mostra que leis são feitas para serem descumpridas e ajeitadas às nossas conveniências. Isso jamais pode ser chamado de Graça, de Perdão, de Justificação.

Pecado, transgressão, dívida, além de não ter explicação, também não tem perdão. Paga-se. E depois, então, perdoa-se o pecador, o transgressor, o devedor. Deus não perdoa pecados nem justifica nosso viver. Ele perdoa pecadores e justifica pessoas. E pode fazer isso porque não mais existe dívida, plenamente paga, quitada, e ela, sim, a dívida, cravada na cruz do Calvário.

Esse é o procedimento bíblico que faz parte da ciência da Salvação. Sem isso, o que existe é a confusão, a incoerência, a mixórdia espiritual.

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 04/Dezembro/2014.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 04/Dez/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.