Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nossa Páscoa e a Graça

A Páscoa vivenciada pelo Cristianismo hoje, nós sabemos, tem pouca conexão com a Páscoa judaica ou com a que foi praticada por Cristo Jesus. Hoje temos a Páscoa do peru assado, do bacalhau e do chocolate, com apenas algumas referências à libertação da escravidão ou à história da cruz. Aliás, o Cristianismo, como um todo, europeizou-se, americanizou-se, ou seja, ocidentalizou-se, de tal forma que nossas formas de cultos, liturgias, cerimônias, festas, e até mesmo nosso entendimento e diversas crenças têm referências vindas do paganismo e das missas medievais. É só pesquisar um pouco e descobriremos, há literatura sobre isso na web.

Mas, não sou purista e nem chato (rsrs), isso foi apenas uma reflexão, nenhuma intenção de ficar deblaterando contra esses aspectos formais da religião e nem usar isso para acusar de forma farisaica a quem quer que seja, até porque tenho que começar me acusando. Que cada um considere isso da forma que preferir, ou melhor, da forma que o Espírito de Deus lhe mostrar. Então, escolho não perder a oportunidade dessa semana, chamada Santa, para pensar no amor de Deus.

O Plano de Salvação, como costumamos chamar toda essa obra de engenharia espiritual e salvífica, na qual nós cristãos cremos, trouxe a este mundo, vítima de uma guerra cósmica entre Cristo e satanás, a Graça, que é a contrapartida para toda essa situação de injustiça e horror na qual estamos inseridos há seis milênios. Se por um lado, pela Lei veio o conhecimento do pecado, pela Graça veio o conhecimento do perdão e da liberdade em Deus.

Deixo com vocês a lembrança do episódio em que Cristo, logo após a tentação, e no início do Seu ministério, proclamou ao mundo a Sua missão:

"O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de Graça que lhe saíam dos lábios..." Lucas 4:18-22.

Tenho feito da Graça a minha pregação, e farei isso enquanto forças e oportunidades tiver. E procuro que seja menos como doutrina ou discurso apologético e teológico - pois disso sei muito pouco - mas, muito mais no plano pessoal, como experiência vivencial, como objeto do amor de Deus - pois disso eu tenho experiência na própria pele. De nada me adianta saber tudo que eu possa saber sobre esse dom de Deus (e esse tudo é praticamente nada), e não viver na Graça, não viver a Graça, não distribuir na horizontal o mesmo fluxo de Graça, aceitação, tolerância e perdão, que recebemos de Deus na vertical, na pessoa de Cristo Jesus. Se assim fizer, coloco-me na situação daquele credor incompassivo que foi perdoado, mas não perdoou.

Nesse fim-de-semana emblemático, desejo que eu e você, que um dia abrimos o coração para a fé bíblica, possamos nos desligar um pouco das comidas e bebidas festivas e nos ligar naquela missão proclamada por Cristo na sinagoga de Nazaré, que é nossa missão também. Assim nos conectaremos ao mundo espiritual e ao sobrenatural, que nos mostrará um Deus, o qual, entre relevar um erro sem pagá-lo ou matar o errante pecador, escolheu morrer por ele.

E a você que não participa dessa crença, desejo muita paz interior, saúde, equilíbrio emocional, momentos de reflexão, amizade e amor fraternal.

FELIZ PÁSCOA! CHAG PESSACH SAMEACH.

Mário Jorge Lima – 17/Abr/2014
“Livre pensar é só pensar” – Millor Fernandes.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 17/Abr/2014.