Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Felicidade

Fim de tarde. Feriado se aproximando. Estou aqui no escritório, sozinho, pensando, antes de empreender uma tarefa que vai me deixar acordado até de madrugada. Não estou cofiando o bigode ou a barba porque não os tenho, mas estou coçando a imaginação, ouvindo música que me agrada e que resolvi compartilhar com vocês. Antes, um pouco do que estou pensando.

Todos, via de regra, tentam ser felizes, seja o que for que a felicidade signifique pra cada um. Na maioria das vezes pensamos em criar nossos filhos para que sejam felizes. Deveríamos também considerar ensiná-los a lidar com a infelicidade, com os desencontros, com as perdas. Afinal, esses elementos do viver estão aí à nossa volta, talvez para nos lembrar quão efêmeros somos.

Há muitos anos, quando minhas filhas, que hoje são adultas e casadas, eram crianças, eu frequentava a IASD Central do Rio de Janeiro. E lá conheci Haroldo Pereira de Castro Lobo, o irmão Haroldo, homem já idoso, de imensa cultura e saber, na época um dos vice-presidentes da Sociedade Bíblica do Brasil. Ficamos amigos, e eu lembro que ele levava para mim com frequência, aos sábados, caixinhas de papel, tampinhas coloridas de garrafas, figuras recortadas de revistas, e outras miudezas, e me dizia: “São para suas filhinhas, Mário, criança fica feliz com isso, não gosta de brinquedos caros.”.

Estava certo. Sabedoria pura, simples e verdadeira. Naquele tempo, início dos anos 80, trocávamos máximas e mínimas do Barão de Itararé, de quem ele era admirador. Grande figura, o irmão Haroldo Lobo. Chamei uma de minhas filhas de Júlia, em parte como homenagem à sua amável esposa, irmã Júlia Lobo. Ambos já descansam e nos esperam para o grande encontro. Pois é, lembrei dele agora porque ser feliz talvez seja ver a vida como as crianças veem. Elas parecem ter o segredo da felicidade.

Crianças não têm nada delas, tudo lhes é dado, portanto não têm essa preocupação de posses pessoais. Crianças não têm passado, não sabem o que é futuro, só vivem o presente, ficando assim livres de culpas por um lado e de ansiedades por outro, vivem um dia de cada vez. Crianças aceitam as pessoas como são, não lhes importa a cor, as origens, os bens, nada, portanto estão livres da discriminação e do preconceito. Crianças perdoam e esquecem com facilidade, não guardam mágoas e rancores “ad eternum”. Crianças acreditam no que lhes dizemos, são, portanto, crédulas e sinceras. Crianças tem o coração aberto para aprender, sem ideias pré-concebidas. Crianças gostam de histórias e de aconchego, tem coisa melhor?

Crianças são perfeitas? Claro que não. E quem está falando de perfeição? Crianças são egoístas, ciumentas, encrenqueiras. Mas, isso talvez seja o tempero necessário, o equilíbrio a conquistar, a coisa humana a vencer, que mostra que se não somos perfeitos, somos viáveis. Se guardássemos essas características delas, à medida que passássemos da idade da inocência para a idade da razão, sem deixar que se acumulassem sobre nós camadas espessas de dissimulação, intolerância, vaidade e arrogância, não sei se seríamos felizes da forma como compreendemos a felicidade, mas, com certeza, viveríamos mais e melhor.

A propósito de ser feliz, nesse final de semana carnavalesco que está chegando muitos procurarão encontrar a felicidade em alguns litros de cerveja e um samba vertiginoso nos pés. Não os censuro e não os julgo, à sua moda estão em busca de felicidade, de uma catarse que os livre de tantas coisas ruins. O Deus gracioso e misericordioso no qual eu creio haverá de interagir com aqueles que quiserem e deixarem que Ele se aproxime. Que de alguma forma encontrem, e fiquem na paz.

Sou acordado diariamente, bem cedinho, pelo meu celular com essa bela canção da tradição cristã, cujo link está abaixo. Coloquem um fone de ouvido, fechem os olhos, recostem confortavelmente a cabeça e ouçam essa belezura de piano, sem arroubos e firulas pianísticas, mas com belos acordes, introspectivos e límpidos, e pensem na letra que diz: Quão Feliz eu Sou em Cristo! ou em outra versão, Que Prazer é Ser de Cristo!

Num dos versos da letra, esse velho hino diz: Oh, quão bom é crer em Cristo | Ter certeza do perdão! | Receber de Cristo mesmo | Vida, paz e salvação.

Certeza do perdão! Tem tudo a ver com cura. Cura tem tudo a ver com felicidade, real e duradoura, aqui e agora, tem a ver com paz que excede todo o entendimento. Curtam essa reflexão teológica.

Só peço aos polemistas de plantão que não estraguem o momento de sensibilidade e prazer dessa postagem, inferindo daí que essa é a música do céu. Não sei qual é a música do céu, saberei isso quando chegar lá. Essa é apenas uma música que me dá prazer, que fortalece a minha fé, que me traz recordações de um tempo em que, na meninice, aprendi dos meus pais as sagradas letras, e quando, com certeza, eu era feliz e não sabia.

E àqueles meus amigos que não possuem a fé cristã, peço que ouçam a melodia sentindo paz interior e deixem que esses acordes impregnem suas estruturas de pensamento e, quem sabe, assim sintam-se um pouco mais felizes em meio a tanta infelicidade à nossa volta.

EXCELENTE FERIADÃO! SEJAM FELIZES!

http://www.multisites.com.br/dl/tissosweettotrustinjesus.mp3

Mário Jorge Lima – 27/Fev/2014
“Livre pensar é só pensar” – Millor Fernandes.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 27/Fev/2014.

Postado em: quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Vitória Sobre o Pecado

Vitória sobre o pecado é obtida numa base diária, respondendo ao amor de Deus, deixando-se transformar pelo relacionamento e pela submissão à Sua vontade, interagindo com Ele no processo de santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Vitória sobre o pecado não significa não mais pecar, considerando-se ações, atitudes, palavras e pensamentos. Até porque aquele que diz não cometer pecados torna-se mentiroso. (I Joao 1:8-10). Fomos justificados - considerados justos - por Deus quando abrimos o coração para a fé genuína, e assim passamos a ser considerados e chamados santos, separados. Mas infelizmente, somos santos que, miseravelmente, ainda pecam. Para isso nosso advogado diante de Deus provê e torna disponível a dádiva incondicional do perdão, a qual só temos que aceitar.

Vitória sobre o pecado, portanto, significa não ter mais o pecado reinando na vida (Rom. 6), não tê-lo mais como a força determinante de nossas ações, não ser escravo dele, não ser dominado por ele, não mais viver nele. (I Joao 5:18), crescer na graça, seguindo a vereda do justo. Essa é a vitória que podemos obter em Deus, mesmo tendo natureza caída, imperfeita e ainda mortal. É uma vitória pessoal, mas, insuficiente, que só tem valor diante de Deus porque Cristo Jesus venceu essa luta de forma total e completa e em âmbito maior e cósmico, e Sua vitória se torna nossa vitória quando O aceitamos pela fé.

Essa é uma situação de alegria em Deus, de religião não-raivosa, que se traduz em aprender da Palavra, orar e servir ao próximo. Fomos salvos da condenação do mal, sem nenhum mérito nosso, por um simples ato de fé, estamos em outra casa, sob nova direção. Apesar de todas as dificuldades e agruras do cotidiano de nossas vidas, tem coisa melhor?

Por outro lado, somos responsáveis por todo conhecimento que venhamos a obter. Que ninguém se deixe levar por displicência e relaxamento espirituais, pensando que “assim é muito fácil” e que poderá enganar ao Senhor, e de forma dissimulada conseguirá viver a santificação sem compromisso e sem mudança de vida. Em Deus é fácil, sim, mas sem Sua graça restauradora é impossível, por duas simples razões:

. Primeiro, porque Quem identifica os impulsos, julga os motivos e administra todo esse processo dinâmico de salvação é Alguém que não erra, é o Senhor de toda a terra, que é misericordioso, justo, santo e infalível.

. E, segundo, porque a graça e o amor de Deus são forças, necessariamente, transformadoras.

Mário Jorge Lima – 12/Fev/2014
“Livre pensar é só pensar” – Millor Fernandes.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 12/Fev/2014.

Postado em: quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Crime e Castigo

Venho acompanhando - assim como todos os brasileiros - já há alguns anos, o desenrolar do julgamento e absolvição ou condenação de pessoas indiciadas e envolvidas com os crimes do chamado "mensalão", que outros chamam de "mentirão", e suas variantes regionais e setorizadas, cada uma com seus nomes de operações distintos. Não vou entrar nesses questionamentos até porque tanto um quanto outro lado se movem muito mais por simpatias pessoais por partidos e políticos do que pelos autos dos processos, aos quais não temos acesso, ou temos acesso a partes que nos são mostradas de forma manipulada por uma mídia e órgãos de imprensa facciosos, que também não cumprem o seu papel apenas informativo e isento, mas, se posicionam como se partidários e militantes fossem.

Como cidadão comum, que luta pra sobreviver a toda a truculência estatal, sinto que preciso acreditar minimamente nas instituições e poderes constituídos. Preciso crer que, mesmo com as inúmeras possibilidades - e são reais - de estarem agindo em muitos casos com injustiça, alguma justiça, de alguma forma, ainda se faça. Se não acreditar nisso, só me resta a alternativa de mudar de país ou, se não puder isso fazer, também entrar para a delinquência pública ou privada, engrossando assim as fileiras daqueles que cinicamente reclamam de tudo, mas também fazem de tudo aquilo contra o que se levantam.

Como cristão, não sou adepto do quanto pior melhor, nunca fui, acho que temos que almejar e buscar, sim, aqui e agora, uma vida menos penosa para nós e nossos filhos, bem como do nosso povo, cuja miséria, nem de longe conhecemos, a não ser que nos internemos por esse país a dentro para conhece-la, longe da euforia do litoral bronzeado e movido a festas, baladas e vantagens efêmeras.

Lamentável, por outro lado, é ver que mesmo a falha, imperfeita e também corrompida justiça humana, ainda que pegue às vezes alguns bagres de bom tamanho, deixa de fora enormes tubarões contra os quais nada se consegue ou se quer fazer, e que continuam nadando, mandando e assustando nos mares da vida pública, das empresas e das instituições, tornando a nossa vida, como sardinhas miúdas que somos, cada vez mais difícil, sofrida e sem esperança. Seria ótimo - se não fosse utópico - que a todo crime contra a pessoa, contra a sociedade e contra a humanidade, correspondesse um castigo de igual teor, de igual peso.

Mas, vamos seguir na luta. Não sejamos tolos de achar que partidos e agremiações políticas são, umas mais sérias e competentes que outras, umas mais bem intencionadas e incorruptíveis que outras. Todas, sem exceção, navegam no mar da impiedade e da iniquidade. A corrupção e a maldade são uma doença que se espalha de forma endêmica por todos os segmentos da vida, em todos os níveis econômicos e sociais, e até mesmo na educação, na religião e na família, que deveriam ser os fiéis da balança de uma sociedade caminhando para a extinção. E isso não é privilégio de nenhum país, embora em alguns a coisa possa se apresentar mais exacerbada e maligna que em outros.

E essa será a nossa penosa rotina até que algo de sobrenatural aconteça na vida desse planeta, porque o natural não mais resolve. Como homem de fé, mantenho a esperança de dias melhores, acreditando que o problema desse mundo não é social, político, financeiro, econômico, mas espiritual. O homem perde dia a dia a fé nas coisas do espírito e nas virtudes pessoais, passando a enxergar apenas o que é material, imediato e vantajoso.

Anseio pelo dia em que olharei pra cima e verei uma nuvenzinha branca, do tamanho da mão de um homem, e que crescerá mostrando ser não exatamente uma nuvem, mas, muito mais que isso: a maior e mais bem-aventurada de todas as nossas esperanças. Alguns podem me tomar por tolo e ingênuo. Espero que estejam errados (rsrs). E como diz um amigo meu aqui da Web, vida que segue. Quem viver, verá.

Mário Jorge Lima – 05/Fev/2014
“Livre pensar é só pensar” – Millor Fernandes.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 05/Fev/2014.