Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Que é a Graça?

Há muitas definições para a palavra Graça. Umas são lugares-comuns, já bem batidas e conhecidas, outras inovam e são até poéticas ou líricas. Todas que tenho visto são muito boas e posso concordar com a maioria delas. Mas, pra mim a melhor, a que mais uso, a que mais me satisfaz, é também a mais simples e direta: Graça é um presente! E quero enfatizar isso. A palavra presente carrega em si a principal característica da Graça: é algo que quem ganha não merece.

Se é presente não é merecido, porque sendo merecido não é um presente, é uma retribuição, é um pagamento, é uma dívida, é uma obrigação. Por exemplo, o salário que você recebe no fim do mês não é presente, é direito seu, é merecimento seu. A Bíblia na Linguagem de Hoje deixa isso bem claro quando diz:

“O salário que o trabalhador recebe não é um presente, mas é o pagamento a que ele tem direito por causa do trabalho que fez.” Romanos 4:4. Outra versão diz que o salário é uma dívida que o empregador tem com o trabalhador.

E agora vemos que usamos corriqueiramente a palavra presente, no nosso dia-a-dia, de forma errada. O que você e eu damos a parentes, amigos, cônjuges, filhos, pais, em ocasiões festivas ou não, na realidade não são presentes, porque com certeza achamos que essas pessoas merecem o que lhes damos e muito mais. Essas coisas constituem lembranças, agrados, mimos, delicadezas, mas não presentes. Portanto, no próximo Dia das Mães, você que tem a ventura de ainda ter a sua ao seu lado, não estará lhe dando um presente, pois ela com toda certeza merece muito mais que aquele mimo, por mais valioso que ele seja. Aprenda isso.

No inglês sentimos isso mais claramente por usar a palavra gift, que significa literalmente dom. Os dons do Espírito Santo são presentes que recebemos de Deus, sem absolutamente merecimento algum da nossa parte, são dádivas do céu.

E qual é o presente que a Graça de Deus nos oferece? O maior de todos: a Salvação, a Vida Eterna, materializadas no sacrifício perfeito e substituto de Cristo Jesus, ao pagar uma dívida que não conseguiríamos pagar, ao prestar um nível de obediência que não poderíamos prestar, ao morrer uma morte eterna que não tínhamos como morrer.

Assim com acontece com o Perdão e o Amor de Deus, a Graça é absolutamente incondicional. Deus não depende de nossa conduta, nosso comportamento ou obediência para disponibilizar esse pacote salvífico. No entanto, dádiva é diferente de aceitação. Para que a Graça se torne efetiva em nossa vida, para que produza as bênçãos de um novo nascimento e da mudança de vida, há que haver uma reação, uma resposta humana a essa ação de Deus, resposta essa sem nenhum caráter de mérito ou moeda de troca.

A Graça é um presente pelo qual não poderemos jamais pagar, retribuir e nem mesmo temos como agradecer, só temos que aceita-la e desfruta-la. Mesmo na eternidade um dia, com mentes glorificadas e corpos transformados, jamais seremos dignos dessa Graça, pois a Salvação terá sido e será sempre um dom, uma dádiva, um presente do nosso maravilhoso Deus.

Autor: Mário Jorge Lima