Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: sábado, 21 de dezembro de 2013

O Crente e o Ateu

Antes quero fazer um comentário que julgo pertinente. Esse pequeno conto, que dividi em duas partes, nada tem de proselitismo religioso. A única ligação dele com o pensamento religioso é que eu, que o escrevi, sou uma pessoa de mente espiritual. Mas o seu único objetivo é mostrar que é inteiramente possível conviver, aceitar, respeitar, amar pessoas que vivem, pensam, creem de modo diferente de qualquer de nós.

E eu diria: não apenas possível, mas, absolutamente necessário. Afinal, todos fazemos parte de uma grande epopeia, de uma história épica – a história humana. Para uns, numa ponta, há um propósito supremo, há o planejamento de um master-designer e haverá um final glorioso. Para outros, no extremo oposto, não há qualquer objetivo maior a não ser viver cada minuto como se fosse o último. E no meio, há inúmeras variações no entendimento desses temas existenciais.

Tenho entre as pessoas que mais amo, admiro e respeito, adeptos de diversos ramos do pensamento espiritual, do arrazoamento científico ou da filosofia, e quero dizer a muitas delas que certamente me lerão, que isso não faz nem jamais fará com que eu os considere de outra forma a não ser como o que elas de fato são pra mim: pessoas queridas, companheiros de uma peregrina jornada, com quem tenho aprendido, e que sempre fizeram e fazem toda diferença pra mim.

Grande abraço a todos, e se não nos virmos ou falarmos mais este ano, desejo-lhes um 2014, que, se não for melhor que 2013, seja pelo menos diferente. Pra quem se considera de Deus, desejo muitas bênçãos, de todo tipo, principalmente espirituais. Pra quem não pensa assim, muitas realizações e crescimento pessoal. E pra todos nós, independente das filosofias, crenças e não-crenças de cada um, auguro disposição para prosseguirmos nessa busca perene por algo melhor, que envolve: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, amabilidade e domínio próprio. Contra essas coisas, não há condenação de qualquer tipo.

O CRENTE E O ATEU – Parte I (foi revisado, se já leu, leia novamente):
www.multisites.com.br/dl/ocrenteeoateu1.pdf

O CRENTE E O ATEU – Parte II
www.multisites.com.br/dl/ocrenteeoateu2.pdf

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 20/12/2013.

Postado em: sábado, 14 de dezembro de 2013

Poder do Alto

Estava aqui, hoje, Sábado, cedinho, pensando em deixar uma reflexão aos meus amigos, e vi essa cena, cujo link se encontra no final dessa postagem, que retrata um momento da vida selvagem. Assistam o filmete completo, é curtinho, ele começa e depois volta mostrando a cena toda desde o início.

Um búfalo totalmente entregue aos leões, sem a menor chance de escapar. No entanto, de repente, surge o indispensável socorro, que, sem grandes esforços, espantou pra longe a pretensa rainha dos animais, que representava o perigo e a morte certas. Veio-me à mente, num estalo, o "...bramando como leão, buscando a quem possa tragar." Lembrei-me do usurpador, o pretenso príncipe deste mundo e suas ciladas.

Assim é nossa vida. Muitas vezes estamos totalmente entregues a certas situações e condicionamentos, sejam materiais, emocionais ou espirituais. Para aquele que possui fé há sempre uma esperança e um auxílio. Essa é a bênção de quem tem mente espiritual. Vamos descobrir que o "socorro bem presente na angústia" de que falou Davi, existe, sim. E, sinto muito, não há como provar isso de forma intelectual, tem que usar, tem que buscar.

Que nossa fé, que só pode crescer na provação, nos leve a fortalecer nossa confiança no poder de Deus. Religião experimental, vivencial, relacional, bem além da doutrinária ou institucional, é o que todos precisamos desenvolver. Que Deus nos abençoe. Feliz Sábado!

www.youtube.com/watch?v=EpnERlsfBFc

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 14/12/2013.

Postado em: sábado, 2 de novembro de 2013

JÚLIA

Hoje, 02 de Novembro de 2013 foi um Sábado especialíssimo para a minha alma. Mais uma de minhas cinco filhas, a Júlia, atualmente com 15 anos de idade, tomou a decisão voluntária de se unir a Cristo Jesus pelas águas batismais. Isso aconteceu na IASD de Moema-SP, onde frequentamos. Voltava eu dos EUA nesta semana passada, pensando nela, quando Deus, a 30.000 pés de altura me deu esse poema, que lí tão logo ela foi tirada das águas batismais. Amo você filha, e desejo que você encontre paz, alegria e certeza da salvação pela graça de Cristo Jesus.

JÚLIA

Julinha, filha querida, quando você nasceu,
E a vi, chupando o dedinho, um lindo presente de Deus,
Elevei meu pensamento, e disse: Senhor, eu sei,
Essa é a filha do perdão! Foi assim que eu a chamei.

Perdão que eu, então, buscava, pelo qual muito clamava,
Por erros, por desencontros, por escolhas descuidadas.
Mas, em você, Deus, sorrindo, estendeu-me a Sua mão,
E me disse, bem baixinho: Mário, eis o Meu perdão!

Eis aqui o Meu amor, por você e pela Helena!
Eis a Minha aceitação, restauração, graça plena!
Na forma de uma menina, uma bela garotinha,
Que não pensei que teria, mas, que agora era minha.

Você cresceu, a cada dia, criança... menina... moça,
Com inteligência e graça, e ainda que a gente possa
Descreve-la em mil palavras, da forma que se quiser,
Impossível será dizer o que, pra nós, você é.

Um dia, aqui nessa igreja, com poucos meses de idade,
Trouxemos você a Deus, pensando na Eternidade.
Pedindo a Ele o saber necessário pra cria-la,
Não apenas neste mundo, mas, sobretudo, pra salva-la.

Daqui saímos felizes, com aquela tarefa imensa
Pesando nos nossos ombros, mas, com uma vontade intensa
De voltar, como hoje fazemos, pra entrega-la a Jesus,
Pra que Ele una a sua história à bela história da cruz.

Um dia Ele voltará, com poder e grande glória,
Pra dar-nos um mundo novo, num reinício da história.
E eu, um pai imperfeito, com as cinco filhas que me deu,
Pretendo aguardá-Lo, pronto pra ir com todas ao céu.

Digo sempre por aí, no contato com as pessoas,
Que Deus ao criar o mundo fez todas as coisas boas.
Como Ele, olho pra você, e digo no mesmo tom,
Vendo o que por Ele eu fiz: “Eis que foi tudo muito bom!”

Mário Jorge Lima./

Poema dedicado à minha filha Júlia Lima, por ocasião do seu batismo, na IASD Moema.
São Paulo, 02/Nov/2013.

Autor: Mário Jorge Lima

Postado em: quinta-feira, 13 de junho de 2013

E por falar em DIA DOS NAMORADOS...

Depois do alto teor de açúcar e de mel que inundou essa semana a Web, as Redes Sociais, a mídia em geral, ameaçando os níveis de glicemia de muita gente e envolvendo a todos os amantes, entre os quais me incluo, uma palavrinha àqueles que, circunstancialmente ou por opção, não tem no momento a quem dedicar um afeto especial: há vida além do amor romântico!

Ao contrário do que dizia o mestre Tom Jobim, é possível, sim, ser feliz sozinho(a). Existe virtude, benefícios e prazer na solidão, assim como os há no silêncio e na quietude. Há pessoas absolutamente resolvidas a respeito disso, sem ser amargas, negativas ou desacreditar no amor.

Estar sozinho(a) não é o fim do mundo, todos já estivemos um dia, em algum momento. Estar com alguém deve sempre ser uma escolha, jamais uma necessidade. Há quem diga que a pior solidão é a solidão a dois. Além disso, o amor, de qualquer nível e qualquer tipo, para ser considerado verdadeiro precisa dar ao outro o direito de não querer, de dizer não. Ou não é verdadeiro.

Portanto, ame-se, goste-se, ame sua família, seus amigos, seu próximo, suas coisas, seu trabalho. E se você tem fé espiritual, ame a Deus sobre todas as coisas. Nesse day-after, se você se inclui nesse caso, quero "criar" e desejar-lhe um FELIZ DIA DOS NÃO-ENAMORADOS!

Autor: Mário Jorge Lima

Postado em: sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Que é a Graça?

Há muitas definições para a palavra Graça. Umas são lugares-comuns, já bem batidas e conhecidas, outras inovam e são até poéticas ou líricas. Todas que tenho visto são muito boas e posso concordar com a maioria delas. Mas, pra mim a melhor, a que mais uso, a que mais me satisfaz, é também a mais simples e direta: Graça é um presente! E quero enfatizar isso. A palavra presente carrega em si a principal característica da Graça: é algo que quem ganha não merece.

Se é presente não é merecido, porque sendo merecido não é um presente, é uma retribuição, é um pagamento, é uma dívida, é uma obrigação. Por exemplo, o salário que você recebe no fim do mês não é presente, é direito seu, é merecimento seu. A Bíblia na Linguagem de Hoje deixa isso bem claro quando diz:

“O salário que o trabalhador recebe não é um presente, mas é o pagamento a que ele tem direito por causa do trabalho que fez.” Romanos 4:4. Outra versão diz que o salário é uma dívida que o empregador tem com o trabalhador.

E agora vemos que usamos corriqueiramente a palavra presente, no nosso dia-a-dia, de forma errada. O que você e eu damos a parentes, amigos, cônjuges, filhos, pais, em ocasiões festivas ou não, na realidade não são presentes, porque com certeza achamos que essas pessoas merecem o que lhes damos e muito mais. Essas coisas constituem lembranças, agrados, mimos, delicadezas, mas não presentes. Portanto, no próximo Dia das Mães, você que tem a ventura de ainda ter a sua ao seu lado, não estará lhe dando um presente, pois ela com toda certeza merece muito mais que aquele mimo, por mais valioso que ele seja. Aprenda isso.

No inglês sentimos isso mais claramente por usar a palavra gift, que significa literalmente dom. Os dons do Espírito Santo são presentes que recebemos de Deus, sem absolutamente merecimento algum da nossa parte, são dádivas do céu.

E qual é o presente que a Graça de Deus nos oferece? O maior de todos: a Salvação, a Vida Eterna, materializadas no sacrifício perfeito e substituto de Cristo Jesus, ao pagar uma dívida que não conseguiríamos pagar, ao prestar um nível de obediência que não poderíamos prestar, ao morrer uma morte eterna que não tínhamos como morrer.

Assim com acontece com o Perdão e o Amor de Deus, a Graça é absolutamente incondicional. Deus não depende de nossa conduta, nosso comportamento ou obediência para disponibilizar esse pacote salvífico. No entanto, dádiva é diferente de aceitação. Para que a Graça se torne efetiva em nossa vida, para que produza as bênçãos de um novo nascimento e da mudança de vida, há que haver uma reação, uma resposta humana a essa ação de Deus, resposta essa sem nenhum caráter de mérito ou moeda de troca.

A Graça é um presente pelo qual não poderemos jamais pagar, retribuir e nem mesmo temos como agradecer, só temos que aceita-la e desfruta-la. Mesmo na eternidade um dia, com mentes glorificadas e corpos transformados, jamais seremos dignos dessa Graça, pois a Salvação terá sido e será sempre um dom, uma dádiva, um presente do nosso maravilhoso Deus.

Autor: Mário Jorge Lima

Postado em: sexta-feira, 15 de março de 2013

Olhai as aves do céu...

"Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. ... Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? ... Olhai para os lírios do campo, ... Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? ... Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo." Mat. 6:25-34.

Sermão da montanha. Palavras do Salvador. Sempre me incomodaram. Sempre tive e tenho até hoje dificuldade para repousar completamente tranquilo nessas promessas. Ao longo dos anos, li e compartilhei esse texto com pessoas aflitas e em grande angústia frente aos problemas da vida, mas, eu mesmo, confesso que nem sempre me senti confortado inteiramente por ele.

No entanto, é essa a fé, que eu chamo, pleonasticamente, de confiante, e que todo cristão deveria manifestar. Ela é maior que a fé intelectual ou racional. Ela transcende a todas as situações que possam envolver nossa vida. Ela é um misto de conhecimento de Deus, sentimento santificado e emoção controlada pelo Espírito Santo. Essa é a fé que tem condição, de fato, de se apossar da graça de Deus e trazer a real salvação, da teoria teológica fria para a prática da vida cristã que aquece e transforma.

A fé confiante é aquela que segue acreditando quando tudo em volta sugere que não se deva acreditar. E, creiam, ela não é cega, muito pelo contrário, ela enxerga além do mundo visível. Pobres somos nós quando só vislumbramos o que está ao alcance de nossa visão mortal e finita e do toque das nossas mãos vacilantes.

Um dos mais belos e poéticos textos bíblicos é o que o escritor do livro de Hebreus coloca no seu capítulo 11, conhecido como a Galeria dos Heróis da Fé. Falando sobre o tipo de fé que aquelas pessoas desenvolveram na sua experiência de vida com Deus, ele relata em Heb.11:13:

“Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.”

Hoje eu ainda não tenho essa visão e nem essa fé. Mas essa é a visão que eu quero ter. Essa é a fé que quero ter desenvolvida em mim. Por ela, quero ver lá longe a realização das promessas de Deus, ainda que no meu cotidiano, na minha concepção limitada, nem sempre elas se realizem de forma visível e palpável.

Tenho aprendido que o compromisso maior de Deus comigo tem a ver com a vida eterna, não necessariamente com essa vida, ainda que nessa vida Ele me conceda bênçãos sem medida, das quais só terei consciência na eternidade. Senhor, não permita que minha fé vacile!

Autor: Mário Jorge Lima

Postado em: sexta-feira, 8 de março de 2013

MULHER

MULHER

Mário Jorge Lima

Na beleza, na graça de menina,
Na ternura, no natural encanto,
Na meiguice dos gestos,
Na lágrima quente do pranto,
Na voz suave que acaricia,
Na aparente, apenas aparente fragilidade,
No olhar romântico que abraça,
No sorriso, na sensibilidade,
Na incrível intuição,
Na força do sentimento,
No impulso do coração,
Ou até‚ na raiva de momento,
Onde será que reside
O verdadeiro fascínio de uma mulher?

Último ato criativo
De um divino artista inspirado,
A mulher, sem ser objeto,
Aumentou a beleza
De um mundo já contemplado
Com o que havia de mais belo.
Parecia mesmo que Adão,
Na pureza do jardim,
Padeceria solidão
Que jamais teria fim,
Se Eva al¡ não estivesse
Para alegrar os seus dias,
Trazer-lhe paz, bem-estar,
Pensar com ele o dia-a-dia,
Fazê-lo homem, dar-lhe um lar.

Se Deus outros mundos criar,
Com certeza Ele fará,
Para coroar novamente
A obra que surgirá,
Um ser feminino e belo,
Com talento e emoção,
Com garra, com sentimento,
Com amor no coração,
E, então, chamará esse ser,
Simplesmente:
Mulher.

Postado em: sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O Céu é dos Perfeitos!

O mundo em que vivemos, todos sabemos, acaba sendo dos fortes, dos ricos, dos poderosos, dos espertos, dos mais bem preparados segundo os valores da pós-modernidade. Mas, o céu, disso não resta nenhuma dúvida: o céu é dos perfeitos! Mas, perfeitos segundo a noção divina de perfeição.

Os perfeitos para Deus - por tudo que aprendemos em Sua Palavra - são imperfeitos. Eles falham, mas são conscientes de sua condição, são totalmente dependentes da maravilhosa graça de Deus. O pecado não é mais a força determinante da sua vida, embora, miseravelmente ainda pequem. Mas, confessam seus pecados, arrependem-se, libertam-se da culpa e respondem, reagem ao amor de Deus com relacionamento e mudança de vida.

Eles crescem na graça, mantêm o coração aberto à influência do Espírito Santo, aceitam pela fé os méritos e a justiça de Cristo Jesus como sendo seus, exercem a misericórdia e o perdão, manifestam amor ao próximo. Sabem que nada sabem, nada podem não são melhores que ninguém que pense ou creia de forma diferente deles.

Esses perfeitos têm consciência de que toda excelência que acaso tenham ou manifestem na vida, é de Cristo Jesus. Buscam conectar-se à videira verdadeira, deixam nascer e crescer o fruto do Espírito, foram justificados sem ser justos, estão na estrada do céu, correm para o alvo, seguros na mão de Deus, e, assim, têm certeza e alegria da salvação.

Essas pessoas existem; estão aí à nossa volta; somos nós; eu e você.

Autor: Mário Jorge Lima

Postado em: segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A Renúncia do Papa Bento XVI - Parte II

Uma palavrinha necessária em relação à minha postagem de hoje cedo sobre esse assunto, a qual quero dar com amor cristão e carinho, encerrando assim minha participação. Sem isso não ficaria completa.

Nem todos que divulgam artigos, textos assustadores e escatológicos, são necessariamente alarmistas. Há muita gente sinceramente preocupada em compreender e ter uma posição equilibrada sobre esse fato importante. Eu até acho que a grande massa dos que assim agem são pessoas desejosas de ver Jesus voltar. E não tenho o direito de julgar minhas preocupações e reflexões melhores do que a de quem quer que seja. Isto é, não posso ser arrogante a ponto de achar que os outros são alarmistas e eu sou equilibradamente antenado.

Eu acredito que é a vontade de ver um fim para tudo de ruim que acontece no nosso mundo, é o anseio por rever queridos que se foram levados pela morte, é o desejo de cura física, emocional e espiritual, é a esperança de ver relacionamentos restaurados, é o apavoramento diante da hediondez medonha que nos acompanha diariamente, é a vontade de ver Jesus, que na maioria das vezes nos leva a enxergar além dos fatos reais do noticiário.

E mesmo os alarmistas - e é claro que os há - podem estar sendo, sim, muito honestos em suas reflexões e preocupações. Não sou melhor que eles. Eu sinceramente torceria para que eles estivessem certos e logo pudéssemos ver o Rei em toda Sua glória.

Para ficar espiritual e saudavelmente alertas, basta nos vestirmos da graça de Cristo Jesus e continuarmos nosso serviço de amor, pois o amor lança fora o medo. E ao identificarmos um alarmista irreversível, ao invés de arrogantemente censurá-lo e querermos ensiná-lo, intercedamos por ele.

Grande abraço a todos que leram meu primeiro post e este agora.

Deixo a todos as palavras de um velho e amado hino do antigo Hymnario Adventista (era assim que se escrevia), da primeira metade do século passado, e que dizia:

Em nada ponho a minha fé, senão na graça de Jesus,
No sacrifício remidor, no sangue do bom Redentor.

A minha fé e o meu amor estão firmados no Senhor,
Estão firmados no Senhor.

Se Lhe não posso a face ver, na Sua graça vou viver,
Em cada transe a suportar, sempre hei de nele confiar.

Seu juramento é mui leal, abriga-me no temporal,
Ao vir cercar-me a tentação, é Cristo a minha salvação.

Autor: Mário Jorge Lima

A Renúncia do Papa Bento XVI

O papa Bento XVI anunciou a sua renúncia ao trono do Vaticano a partir de 28 de fevereiro de 2013. Isso foi exaustivamente confirmado pelo Vaticano e pela mídia do mundo inteiro. Antes que sejamos assolados por uma onda de alarmismo e profecias mal compreendidas e interpretadas - o que fatalmente acontecerá, não tenham dúvidas - cumpre dizer que este fato pode realmente ter significado espiritual na história deste mundo ou pode ser algo absolutamente corriqueiro na vida do Vaticano.

Em qualquer dos dois casos, não há nenhuma razão para sustos ou ansiedades por parte daqueles que estão em Cristo Jesus. Ainda vivemos em tempos de plena graça, e isso é misericórdia divina, Ele, que tem o Seu tempo, Ele que controla a história e a levará a um final feliz.

A plenitude dos tempos, um tempo de Deus, que Ele determinou por ocasião da primeira vez que Cristo Jesus veio de forma visível a este mundo, também se dará por ocasião da tão aguardada Segunda Vinda de Jesus, nossa bem-aventurada esperança.

Que esse fato, ao invés de nos causar uma ansiedade doentia e sem entendimento, apenas aumente o nosso anseio saudável e justificado de ver Jesus voltar, e estimule nossa vontade e atitude de andarmos com Deus no dia a dia, acelerando assim nosso preparo individual para aquela ocasião.

"Pela graça sois salvos".

Autor: Mário Jorge Lima

Postado em: sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Luz e Sombras

Luz e sombras - ou trevas - sempre foram metáforas de coisas opostas, tais como verdade e mentira, certo e errado, salvação e perdição, alegria e tristeza. Desde cedo nos acostumamos a fazer essas associações. A própria sucessão milenar de dias e noites incorporou em nós essa dicotomia.

A Bíblia diz em um dos diversos versículos que citam dois estados da alma humana, que o povo de propriedade exclusiva de Deus é chamado a sair “das trevas para Sua maravilhosa luz” I Ped.2:9.

Deus é dito por Tiago como sendo o “Pai das luzes”, em quem não há mudanças ou “sombra de variação” Tiago 1:17. Vejam aqui claramente exposta a mencionada oposição entre luz e sombras.

A Bíblia, em outra citação, falando sobre jugo desigual, questiona “que comunhão há entre a luz e as trevas?” II Cor. 6:14.

Jesus comentou várias vezes sobre essa desigualdade entre luz e trevas. Vejamos pelos menos dois desses versículos:

“Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” João 8:12.

“Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” João 12:46.

Nessa minha reflexão quero fazer uma aplicação diferente. Quero dizer que não se vive sem sombras. Nem no mundo físico nem nos assuntos da alma. As sombras são um resultado natural da exposição à luz, à claridade. É a luz do sol que as sombras faz nascer - já dizia um antigo hino cristão. Só vê as sombras quem está na luz. Sem luz não há sombras, ou, melhor dizendo, tudo é constituído de sombras.

A inferência que se faz é que não vivemos sem dúvidas, sem tristezas, sem medos, sem inseguranças, sem dor. Essas coisas são inerentes à condição humana, fazem parte da aventura humana, seja você uma pessoa com mente espiritual ou não. O próprio Evangelho não é um chamado à euforia, a uma alegria linear e sem fim, a uma existência triunfalista, a um mar de rosas. Não nessa vida. Mas, é um chamado, sim, para carregar uma cruz e seguir a Jesus. O Mestre sabia do que falava.

Toda alegria e contentamento que possa existir para algumas pessoas ainda nessa vida, tem sempre prazo de validade. Não há como negar ou não admitir: a grande massa da humanidade passa por essa vida de forma penosa, sofrida, miserável. Nossa natureza é caída, nosso tempo é muito curto. Nesse mundo, está garantido, teremos aflições.

Mas, na metáfora da luz & sombras podemos vislumbrar uma reflexão preciosa e confortadora – principalmente para aquele que possui fé. Se você olhar para a luz, ou se virar na direção da fonte da luz, embora elas continuem existindo e presentes, não verá as sombras. Elas estarão sempre atrás de você.

Com base nisso, confesso que não sei muito o que dizer para quem não crê. Talvez, voltar-se para as coisas positivas da vida, para as realizações, para seus projetos, focar-se naquilo em que vê sustância. Isso o fará deixar de lado tudo de menor importância e poderá fazê-lo sentir-se melhor.

Mas, se você crê, volte-se para Deus, o Pai das luzes, volte-se para Cristo Jesus, o sol da Justiça e siga-O. Olhando-O, as sombras ficam atrás de você. Voltando-Lhe as costas, você encarará diretamente as sombras.

Embora as sombras da vida, a coisa medonha continue à sua volta, você certamente não estará focado nelas. Outro velho hino me assegura também que Deus está nas sombras, portanto, você jamais estará sozinho, sem ajuda. E não esqueça que pra você também é válido o que eu disse acima pra quem não tem fé espiritual.

E pra todos nós, crédulos ou incrédulos, uma boa, saudável e luminosa atitude seria olharmos menos pra nós mesmos, para nossos próprios umbigos. Quando focamos as necessidades, sofrimento, ou seja, as sombras de quem caminha ao nosso lado, iluminamos a vida deles e consequentemente a nossa própria existência.

Autor: Mário Jorge Lima

Postado em: sábado, 19 de janeiro de 2013

Jesus Se Importa?

Hoje pela manhã estive com minha família na IASD do Brooklin-SP. Foi uma manhã tranquila, não tive viagens nem pregações do Projeto Maravilhosa Graça, essas recomeçam em duas semanas mais. À tarde, descansei realmente, conforme o mandamento (rsrs), coisa que raramente faço. Agora estou aqui atualizando algumas postagens e tentando escrever alguns textos, entre os quais este que coloco para meus amigos nesse início de semana.

E comecei ouvindo um belo solo de piano de Greg Howlett com orquestra, disponibilizado no Facebook por meu velho amigo Everaldo Moraes, de muitas cantorias nos anos 70, lá no Rio de Janeiro. A música, que acabou dando o assunto para esse texto, chama-se Does Jesus Care? É um velho hino, que já constava do nosso antigo Hymnario Adventista – era assim mesmo que se escrevia em meados do século passado.

Se quiser, clique nesse endereço de Youtube, e alce voo, enquanto lê o restante do meu texto, e no final, conheça a letra desse hino:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=W1OdupbVas8

Pois bem, essa canção, que naquele hymnario chamava-se simplesmente Importará?, sempre me instigou e tocou profundamente, embora naquela época eu ainda fosse um menino de apenas 8 anos – e lá se vai mais de meio século. A letra era pesada, introspectiva, e para uma criança, dura e assustadora mesmo. Ainda hoje, aqui e agora, ao escrever esse texto tanto tempo depois, ouvindo a gravação citada acima, já parei pelo menos duas vezes para enxugar uma lágrima teimosa e inquieta, que insiste em rolar.

Muitas vezes ao longo da vida tenho refletido sobre essa questão. Tenho visto no mundo muita dor, sofrimento, amargura, tragédia, absolutamente difíceis de compreender e aceitar, alguns até aproximando-se assustadoramente de mim. Na minha vida, eu e minha família temos passado por momentos difíceis, por desencontros e desencantos, por medos e angústias, por dúvidas e frustrações, por dor física e dor da alma. E lá no íntimo ergue-se sempre essa pergunta difícil de calar: O Deus no qual eu creio se importa com isso? Seu tão propalado amor e misericórdia são reais?

As respostas que me vêm nesses momentos normalmente são todas lugares-comuns e não resolvem a perplexidade e o sofrimento. Dizer que isso ou aquilo era vontade de Deus, que é o resultado das nossas escolhas, que tudo que é ruim um dia passa, que vivemos num mundo de pecado e estamos expostos a tudo, pode explicar muito primariamente, e até ajudar e confortar – ou não – mas, com honestidade, não responde e não responderá nunca a este questionamento. E o mais instigante é a questão deísta: Jesus se importa? Deus se importa?

Nessas horas normalmente penso em Jó e seu sofrimento absurdo. Sem mencionar perdas materiais, perder sete filhos e três filhas numa única noite configuram a maior dor que um ser humano pode sofrer. Foi a dor do próprio Deus. Mais tarde, ter o mesmo número de filhos e filhas de volta e ainda viver mais 140 anos para ver até a sua quarta geração, não compensa, não paga por sequer um dos filhos que perdeu no início da história. E Jó morreu sem saber o que aconteceu com ele, sem ter suas inúmeras questões respondidas por Deus. E se você olhar a história pela ótica dos filhos de Jó, compreenderá menos ainda.

Mesmo pessoas que parecem ter, na maior parte do tempo, uma vida tranquila, com as suas necessidades materiais de subsistência, desenvolvimento, carreira, bens e lazer atendidas, um dia enfrentam a amargura, a adversidade, o vazio da alma, a impotência diante de situações que não podem ser mudadas, que não serão mudadas. Li uma vez e passo aqui de graça pra vocês, um pensamento que dizia que “a vida acontece num difícil equilíbrio entre a dor e a alegria, entre momentos de felicidade e de amargura”. E é isso mesmo.

Quero dizer a você que me lê que cheguei à convicção de que não há explicações completas e nem respostas satisfatórias para essas questões do sofrimento humano. Portanto, não as busque como indispensáveis, para sua sanidade mental, intelectual, espiritual. E não digo isso como alguém desesperado que perdeu o rumo e o sentido de viver. Ao contrário, falo como cristão, como alguém que acredita que há um Deus que Se importa, sim, com tudo que acontece comigo, com minha família e amigos, com o mundo. Mas, eu sei que não terei nessa vida todas as respostas que busco. Até porque, com a mente que tenho, degenerescida por milênios de imperfeição, não entenderia mesmo. Será que não foi por isso que Deus não respondeu às “trocentas” perguntas de Jó?

Interessante que quando nos perguntamos se Deus se importa, ainda que tacitamente, estamos admitindo que Ele existe. Portanto, a resposta a esses questionamentos, e eu diria melhor, a conformação por não obter respostas satisfatórias hoje, passa necessariamente pelo terreno da fé. Sempre digo que tenho a nítida impressão de que Maria, mãe do Salvador, jamais entendeu em toda a profundidade, em toda a grandeza e alcance, o papel, a real missão de seu Filho. E sempre que ficava perplexa, sem respostas para suas indagações mais íntimas, diz a Bíblia que ela “guardava aquelas coisas em seu coração”. Ou seja, sua escolha era confiar, acreditar que havia um propósito por trás de tudo aquilo, e que um dia ela compreenderia.

E ao falar nisso, toco em coisas complicadas como: conformação e propósito. Ao mesmo tempo entramos por outras considerações como a questão dos milagres, das bênçãos alcançadas da forma como pedimos, das curas, do sucesso que buscamos, coisas pelas quais, sempre que ocorrem, nos alegramos e agradecemos efusiva e publicamente ao Deus em Quem cremos. Mas há também a negação de tudo que buscamos, há o fracasso, a frustração, a morte, a falta de respostas ou de atendimento claro às nossas orações.

Nesse início de semana, estou escrevendo a pessoas que possuem fé, que creem no mundo espiritual. Infelizmente, ou felizmente, é preciso fé, ainda que menor que um grão de mostarda, pra lidar com essas situações. Não quero acinzentar o seu horizonte, muito pelo contrário, estou procurando aliviar a mim e a você dessa busca sem fim. Ao admitir que não há respostas satisfatórias nessa vida para a maioria das nossas questões nessa e em outras áreas importante do viver, quero tirar esse peso da minha e da sua alma. Então, não busquemos os “por quê?”, busquemos no máximo os “para que?”. E aí há uma diferença sutil. Deve haver, tem que haver um propósito para isso que estamos passando ou para as coisas hediondas que estamos sabendo e presenciando.

Quero então dizer-lhe enfaticamente: Sim, Ele Se importa, Jesus Se importa! Creio nisso! O Deus, que segundo a Bíblia, sabe da morte de um pardal ou da queda de um dos nossos fios de cabelo, haverá de ter um propósito, que hoje, não consigo entender. Tudo é como um bordado, que olhado por baixo é um grande emaranhado de fios e nós cegos, mas olhado de cima é uma bonita e perfeita figura.

Um dia, com corpos glorificados e mente transformada, ai sim, teremos condição de entender todas as respostas que obteremos às nossas milhares de indagações. É essa certeza, essa esperança que não me deixa enlouquecer ou perder a fé. Em Romanos 8:18 e 19 encontramos o seguinte texto do apóstolo Paulo:

"Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus".

Como diria Renato Aragão na pele do nosso amado palhaço Didi Mocó, “aguarde e confie”. É preciso ter fé.

IMPORTARÁ?
(HA n. 264)

Frank Graeff / Joseph Hall

Importará ao Senhor Jesus, que eu viva sempre a sofrer,
Tendo o coração cheio de aflição, sentirá meu triste viver?

CORO:

Oh! sim, eu sei, Jesus bem vê o que eu estou a sofrer!
Em cruel peleja, pavor, inveja, Jesus me quer valer.

Importará ao Senhor Jesus que eu viva com dissabor?
Que me falte a luz, a que vem da cruz, sentirá o meu Salvador?

Importará ao Senhor Jesus que eu caia na tentação?
E se o mal puder minha fé vencer, dar-me-á de novo o perdão?

Importará ao Senhor Jesus se a morte ferir meu lar?
Se eu disser adeus aos queridos meus, sentirá, Jesus, meu pesar?

E como Bônus, vejam uma comovente apresentação ao vivo e a capella deste hino, cliquem:

https://www.youtube.com/watch?v=6r-CR-rdB28

Autor: Mário Jorge Lima